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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Procurando Viver Bem

Há pessoas que, se orgulham por ficar exaltadas, agressivas, quando estão numa situação de desentendimento com outra. Algumas até dizem: - Boto pra quebrar! Digo o diabo! Sou é valente!
Eu, particularmente, envergonho-me se ajo dessa maneira. Não tenho medo de enfrentar alguém, principalmente quando sou provocada e fico com raiva. Num momento desses penso que tenho superpoderes que, sou capaz de vencer qualquer um - coisas de quem está fora de si. Mas, é exatamente por isso que me esforço para não agir com agressividade - firmeza, sim -, pois, se sou tão forte, devo ter humildade, não preciso mostrar para os outros o quão valente sou. Até mesmo porque é tão feio ser briguenta! Só afasta as pessoas agradáveis.
Esforço-me para manter a calma, não ligo se acham que tenho sangue de barata, pois o que quero conseguir é resolver os problemas, os desentendimentos, não, aumentá-los. Quero que o sentimento de paz e harmonia reine ao meu redor. E se eu agir com rispidez não serei bem sucedida.
No final o que importa não é quem bateu mais, quem ficou menos machucado. Em alguns casos, isso pode revelar um vencedor de uma briga, mas na vida, vence quem vive melhor e, vive melhor quem sabe apaziguar, harmonizar, não quem grita mais, quem dá o soco mais forte, quem diz a última palavra. Às vezes, esta é tão sórdida que não vale a pena falarmos mais nada, só nos resta o silêncio e, de preferência sair de fininho, para bem longe desse ser desagradável.
BeatrizNapoleão (01/10/05)                                                                                                                              Fotos: Internet

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Viajando entre artes

Esta terra castigada.
Castigado é o sertão.
Esta terra que me agrada.
Agrada a mim, desde então.
Este então que vejo seca,
E no meio desta seca
Umas flores em pendão.
Isto é pura exceção.


A boiada que passa.
O gado magro sem perdão.
Tudo cinza,
Muito cinza,
Mas ao longe um belo lago,
Ao redor verde limão.

À direita e à esquerda
Serras e morros como cordilheira anã.
Verdadeiras obras de arte,
Que emanam atração,
Atraindo-me como canção.
Lá acima de um morro
Uma casa alegria,
pois de longe avistamos
a pintura em harmonia.


Galhos secos, galhos secos.
Pedregulhos pelo chão.
Terra cor de graveto,
Entristecendo o coração.
Um incêndio há pouco tempo,
Controlado, embora o vento.


Minha vista outra casa avista.
Essa não tem felicidade,
Pois é longe da cidade e
É feita camaleão,
É da cor da região.


Carnaúbas em meio d'água,
Uma miragem cercada de tons cinzas.
Carnaúbas verdes, carnaubal,
Destacando na secura sem igual.



Árvores sem vida: arte moderna.
Uma beleza entristecida,
Como uma peça dramática,
Cheia de tristeza e no fim, morte certa.



Sol a pino, céu azul, e nuvens tão brancas,
Provocando um clarão,
Realçando a paisagem,
Dando às cores belas tonalidades.



Curva vai, curva vem.
Sobe e desce, e tudo bem.
Numa estrada longa e boa,
Que vai dar mais além.


Seco, seco, seco, verde.
Seco, seco, seco, verde.
No horizonte as montanhas.
Por mais que eu tente,
Não consigo retratar
Esta galeria de arte que é meu Ceará.

BeatrizNapoleão (01/09/12)


Fotos: Internet

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Devo confessar:

Não gosto quando mal conheço uma pessoa e ela já se sente íntima só porque gostou de mim, se comportando de uma maneira que me desagrada, sem ter trato para perceber a minha maneira de ser.
Não gosto que alguém me trate com intimidade só porque é amigo de um irmão ou de algum amigo meu, agindo como se estivesse com um deles, não comigo.
Não gosto que um desconhecido fique me pegando, faça carinho em mim.
Não gosto quando uma pessoa acha que tenho obrigação de sentir o mesmo que ela sente por mim, sem que ela tenha me conquistado como eu a conquistei.
Não gosto quando alguém age com grosseria só porque o outro fez algo que o desagradou.
Não gosto de preconceito agressivo. Às vezes não conseguimos evitar um julgamento em nosso íntimo, pela maneira que alguém está vestido; pela maneira de falar; pelo tipo de tatuagem; por fazer parte de um determinado grupo... Mas, falar mal de alguém é desagradável. Quando é alguém que você nem conhece, é um agravante. Destratar, pior ainda.
Não gosto de estar num lugar super bacana e divertido cercada por pessoas que nada tenham a ver comigo.

Adoro quando conheço alguém e nos identificamos de cara, e se tem a sensibilidade de se sentir íntimo na medida.
Adoro carinho dos amigos. Pois eles sabem que tipo de carinho podem me dar.
Adoro quando estou só e posso curtir meus momentos, como e no tempo que gosto.
Adoro reunião com a família. Aquela bagunça, um "implicando" com o outro (desde que todos curtam) e muita risadaria coletiva.
Adoro sair com os amigos. Bons papos, diversão garantida.
Adoro quando uma pessoa amiga me telefona por saber que pode contar comigo.
Adoro lembrar quantos amigos já pude contar e, saber que ainda posso.
Adoro a liberdade de poder escolher o momento para ficar só, com a família ou com um ou mais amigos.
E, adoro que meus amigos e familiares não me cobrem o que devo fazer e com quem devo estar, e entendam que escolher estar com outro e não com ele, nem sempre significa preferir um ao outro.
BeatrizNapoleão

domingo, 19 de agosto de 2012

Quase Uma Saudade

Quase sinto saudades de quando ficávamos abraçadinhos, no maior afago.
Quase sinto saudades dos nossos beijos, ardentes ou suaves.
Quase sinto saudades das nossas mãos ou pés entrelaçados enquanto assistíamos a TV
Ou algum filme em casa.
Quase sinto saudades de quando nos olhávamos com ternura ou desejo.
Quase sinto saudades de quando ríamos sem parar.
Quase sinto saudades da nossa cumplicidade, que nos dava tranquilidade.
Quase sinto saudades das nossas afinidades.
Quase sinto saudades das nossas diferenças.
Quase sinto saudades de quando varávamos a madrugada com conversas apaixonantes.
Quase sinto saudades dos nossos desejos desvairados.
Quase sinto saudades do nosso sexo sem pudor, mas cheio de paixão.
Quase sinto saudades dos nossos planos para o futuro.
Quase sinto saudades do nosso amor desmedido.
Quase sinto saudades do nosso relacionamento a beira da perfeição.
Quase sinto saudades por não termos vivido a continuidade do que jamais viveremos.
Quase sinto, pois tudo isto é uma saudade não sentida,
Por nós termos passado da medida.
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cravando o Amor

Tristeza não é comigo!
Alegria, sim!
Mas às vezes como um castigo
Ela vem até mim

De briga eu corro longe
Mesmo sem ser covarde
Mas quando surge não sei de onde
Tenho que tomar parte

Inveja, essa eu quero distância
Não sou nem ordinária!
Mas os que vivem em discrepância
A usam na diária

Amor, este sim!
É bom de qualquer jeito
O quero sempre em mim
Dentro ou fora do peito
BeatrizNapoleão

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para Viver Melhor

Não se descabele!
Você "despenteado" não impedirá que algo ruim aconteça. E não é seu "cabelo arrumado" que causa o desespero.

Não pragueje!
No lugar de verbalizar palavrões ou qualquer palavra carregada, que causam mal estar para quem está perto, invente palavras malucas, tipo: rarequestibinose, trulemigruste, imprenfidracone... Comigo funciona como um desabafo. E ver minha filha rindo e dizendo: "Tu é muito engraçada, mãe!" ameniza minha irritação.

Quando algum atendente não se esforçar para resolver o seu problema, não bote cara feia, nem muito menos altere a voz. Mantenha a classe (mesmo que seja com uma postura mais rígida) e repita o que deseja, se não resolver, chame o superior do estabelecimento. Você não dá vexame - podendo até perder a razão -, e resolve o seu problema.

Se um amigo de longas datas não é mais o mesmo, não lhe parece mais tão receptivo como antigamente, talvez ele tenha mudado e se transformado num boçal ou, quem sabe ele evoluiu, mudou de hábitos, gostos e você continua a mesma pessoa de sempre. Talvez ele até ainda goste muito de você, mas com interesses e assuntos diferentes dos seus é impossível ser como era outrora. Então, no lugar de você ficar falando mal desse amigo, deixe-o ser o que é. Se boçal, não vale a pena a amizade; caso seja apenas mudanças aceitáveis, que fique nos raros encontros, desde que sejam prazerosamente sinceros.
BeatrizNapoleão

terça-feira, 17 de julho de 2012

Basta!

Basta!
Não te quero mais
Basta!
Já doeu demais

Não cabes mais em mim
Eu não suporto assim
Por favor me deixe em paz
Acho que mereço a paz
A solidão não é o fim
Sei que não é ruim

Pensei em recomeçar
Fechar os olhos, apagar
Esquecer o que passou
O estrago que causou

Eu não vou negar
Não consegui me controlar
Precisei inventar
Pra conseguir continuar

Se tem que ser assim
É porque não és pra mim
Se eu tenho que aceitar
Por que não podes suportar?

Vejo que chegou ao fim
O amor não é assim

Basta!
Eu não quero amar
Se não for pra cantar,
For apenas pra chorar

De que vale o amor,
Se nos causa tanta dor!

Agora tenho que esquecer
Conseguir sobreviver
E poder me refazer
BeatrizNapoleão (15/02/04)