segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
E assim...
E assim, sigo o meu caminho
Uma hora cercado de gente
Outra hora sozinho
E assim, gosto de muita gente
Pois o gostar
Deixa-me contente
E assim, vivo numa boa
Viver bem
Faz-me rir a toa
E assim, conservo a mocidade
Pois dizem que dos jovens
É a felicidade
E assim, mantenho a esperança
Afinal, quem espera
Sempre alcança!
BeatrizNapoleão
Uma hora cercado de gente
Outra hora sozinho
E assim, gosto de muita gente
Pois o gostar
Deixa-me contente
E assim, vivo numa boa
Viver bem
Faz-me rir a toa
E assim, conservo a mocidade
Pois dizem que dos jovens
É a felicidade
E assim, mantenho a esperança
Afinal, quem espera
Sempre alcança!
BeatrizNapoleão
sábado, 15 de dezembro de 2012
Mudança
Para alguns a mudança é assustadora
A vida está em ordem
O amor quente e compreensivo
A conta bancária com além do necessário
O trabalho é estimulante e gratificante
A família unida
A saúde perfeita
Os amigos desejados
Mudar é perigoso
Para outros a mudança é cobiçada
Não mudar é sinônimo de viver mal
A vida uma loucura indesejada
Carentes de amor ou, amores problemáticos
O dinheiro não chega ao fim do mês
O trabalho é um desgaste ou, a procura dele
A família, é melhor manter distante
A saúde instável
As amizades precárias
A mudança é ansiosamente esperada
Mas há a turma dos intermediários
Aqueles que estão satisfeitos com a vida
Porém gostam de viver novas experiências
Ou aqueles que querem e precisam mudar
Os guerreiros
Vão fazendo o que é necessário
Sem angústia, sem peso
Podem até cansar
Fazem uma pausa para se fortalecer
Depois lutam com todas as forças
Sempre com determinação e esperança
BeatrizNapoleão
A vida está em ordem
O amor quente e compreensivo
A conta bancária com além do necessário
O trabalho é estimulante e gratificante
A família unida
A saúde perfeita
Os amigos desejados
Mudar é perigoso
Para outros a mudança é cobiçada
Não mudar é sinônimo de viver mal
A vida uma loucura indesejada
Carentes de amor ou, amores problemáticos
O dinheiro não chega ao fim do mês
O trabalho é um desgaste ou, a procura dele
A família, é melhor manter distante
A saúde instável
As amizades precárias
A mudança é ansiosamente esperada
Mas há a turma dos intermediários
Aqueles que estão satisfeitos com a vida
Porém gostam de viver novas experiências
Ou aqueles que querem e precisam mudar
Os guerreiros
Vão fazendo o que é necessário
Sem angústia, sem peso
Podem até cansar
Fazem uma pausa para se fortalecer
Depois lutam com todas as forças
Sempre com determinação e esperança
BeatrizNapoleão
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Mais que um retrato
Vesto M. Slipher (1875-1969) aos 40 anos
Astrônomo americano
Enquanto lia um livro sobre astronomia, Beth avistou o retrato de Vesto M. Slipher, no mesmo momento se viu presa aos olhos que a fixavam intimamente e a atraiam de uma maneira inexplicável. Viu o que poucos percebiam. Aqueles olhos revelavam uma personalidade forte, mas também suave. Forte em determinação, alguém que corre atrás dos seus ideais e os consegue. Suave em relação a conduta, a maneira de tratar àqueles que se relaciona. Olhar humanitário, olhar futurista, olhar penetrante. E via um homem de família - não teve dúvidas. Isso a perturbou. E quanto mais ela olhava aquela imagem, mais sentia seus olhos confirmando o que percorria em seu pensamento. Assim como ela fixamente o observava, o via igualmente a fitando, e sentia que ele penetrava em seu olhar em busca de conhecê-la. De repente, viu-se presa num imã que irrompia daqueles olhos, com interesse em saber o que existe dentro dela, puxando-a para si, como que dizendo que a queria ali, junto dele, ultrapassando além do seu olhar, do tempo e do espaço.
Astrônomo americano
Enquanto lia um livro sobre astronomia, Beth avistou o retrato de Vesto M. Slipher, no mesmo momento se viu presa aos olhos que a fixavam intimamente e a atraiam de uma maneira inexplicável. Viu o que poucos percebiam. Aqueles olhos revelavam uma personalidade forte, mas também suave. Forte em determinação, alguém que corre atrás dos seus ideais e os consegue. Suave em relação a conduta, a maneira de tratar àqueles que se relaciona. Olhar humanitário, olhar futurista, olhar penetrante. E via um homem de família - não teve dúvidas. Isso a perturbou. E quanto mais ela olhava aquela imagem, mais sentia seus olhos confirmando o que percorria em seu pensamento. Assim como ela fixamente o observava, o via igualmente a fitando, e sentia que ele penetrava em seu olhar em busca de conhecê-la. De repente, viu-se presa num imã que irrompia daqueles olhos, com interesse em saber o que existe dentro dela, puxando-a para si, como que dizendo que a queria ali, junto dele, ultrapassando além do seu olhar, do tempo e do espaço.
Beth continuou sua leitura, agora sem concentração, essa estava em uma foto de páginas atrás. De minutos a minutos voltava e parava seus olhos no retrato. Ficando em dúvida se era ela que o procurava ou ele que a chamava, pois sentia um magnetismo em seu ato.
Dias depois terminou o livro sem saber bem o que havia lido. Mas com a decisão de ampliar a foto em tamanho original, colocá-la numa linda moldura e pregá-la na parede de seu quarto.
Ficava a contemplar um rosto desconhecido que inexplicavelmente lhe parecia tão familiar, tão íntimo. Valendo-se disso, ele a seduzia e conquistava mais e mais.
Então, os lábios emoldurados fizeram suaves movimentos sensuais que Beth leu como: - Venha cá! Mal terminou sua leitura labial já sentia o calor de um beijo firme, intenso e apaixonado. Sem questionar correspondia, já a procura das mãos que não podia ver abaixo da moldura - sua criatividade lhe dava a certeza que eram belas e sabiam tocar com o calor desejado e a força que não machuca, só atrai -, então curvou-se levando suas mãos por dentro do quadro a procura das dele, e trouxe para si dois braços, que os entrelaçou em suas costas.
Constantemente brincava voltando no tempo ou trazendo para o hoje quem existiu no passado.
Ninguém entendia porque Beth vivia a maior parte do tempo trancada em seu quarto, onde passou a fazer até as refeições. Também questionavam como ela não engordava se levava comida suficiente para duas pessoas e, como andava feliz apesar de se isolar. Ela mantinha um segredo, pois não tinha coragem de se expor, por não saber se vivia um delírio ou uma realidade absurda.
BeatrizNapoleão (abril/2012)
Dias depois terminou o livro sem saber bem o que havia lido. Mas com a decisão de ampliar a foto em tamanho original, colocá-la numa linda moldura e pregá-la na parede de seu quarto.
Ficava a contemplar um rosto desconhecido que inexplicavelmente lhe parecia tão familiar, tão íntimo. Valendo-se disso, ele a seduzia e conquistava mais e mais.
Então, os lábios emoldurados fizeram suaves movimentos sensuais que Beth leu como: - Venha cá! Mal terminou sua leitura labial já sentia o calor de um beijo firme, intenso e apaixonado. Sem questionar correspondia, já a procura das mãos que não podia ver abaixo da moldura - sua criatividade lhe dava a certeza que eram belas e sabiam tocar com o calor desejado e a força que não machuca, só atrai -, então curvou-se levando suas mãos por dentro do quadro a procura das dele, e trouxe para si dois braços, que os entrelaçou em suas costas.
Constantemente brincava voltando no tempo ou trazendo para o hoje quem existiu no passado.
Ninguém entendia porque Beth vivia a maior parte do tempo trancada em seu quarto, onde passou a fazer até as refeições. Também questionavam como ela não engordava se levava comida suficiente para duas pessoas e, como andava feliz apesar de se isolar. Ela mantinha um segredo, pois não tinha coragem de se expor, por não saber se vivia um delírio ou uma realidade absurda.
BeatrizNapoleão (abril/2012)
domingo, 2 de dezembro de 2012
Querendo o que pouco conhece
Conheceste a mim tão pouco
Pouco eu te conheci
Mas vi que não eras louco
Louco eu te queria por mim
BeatrizNapoleão
Pouco eu te conheci
Mas vi que não eras louco
Louco eu te queria por mim
BeatrizNapoleão
Consequências e Fatalidades
Eu vi alegria coletiva
Eu vi discórdia entre alguns
Eu estive em lugares perfeitos
Eu estive no caos
Eu vivi maravilhas
Eu vivi dores
Eu conheço o bem
Eu conheço o mal
Eu vejo, vivo e tenho o que procuro, o que provoco, o que aprendi e o que fatalmente a vida me empurra por algum motivo, mesmo que eu tente evitar.
BeatrizNapoleão
Eu vi discórdia entre alguns
Eu estive em lugares perfeitos
Eu estive no caos
Eu vivi maravilhas
Eu vivi dores
Eu conheço o bem
Eu conheço o mal
Eu vejo, vivo e tenho o que procuro, o que provoco, o que aprendi e o que fatalmente a vida me empurra por algum motivo, mesmo que eu tente evitar.
BeatrizNapoleão
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
De outro
Não queira essa menina
Não por ser pequenina
Não queira essa mulher
Você sabe o que ela quer?
Esse anjo de candura
Não está à tua altura
Pois parou no amor do Zé
BeatrizNapoleão
Não por ser pequenina
Não queira essa mulher
Você sabe o que ela quer?
Esse anjo de candura
Não está à tua altura
Pois parou no amor do Zé
BeatrizNapoleão
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Silêncio Indesejado
Calada estou a procura
de ouvir tua voz
Calada estou a espera
de tua voz ouvir
Mas o silêncio é feroz,
pois, calada está tua voz,
que não chega até mim
BeatrizNapoleão
< Moça torta - Matisse
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Alto Astral
Ser alto astral não é ser bobo-alegre. Muito menos ser só sorrisos em alguns momentos e grosseiro em outros.
É ser leve, é levantar rápido de uma queda e
não ficar lamentando os arranhões, superar e tirar proveito tentando evitar
futuros tombos. E se essa queda é forte e lhe provoca grandes feridas, sabe como proceder para cicatrizá-las, não fica pondo o dedo e aumentando o ferimento.
É saber relevar acontecimentos desagradáveis. É curtir os pequenos momentos de alegria como se fossem grandes. Pois, não despreza esses breves instantes, guarda cada um como especial. Pode até esquecer deles, mas seu coração - aparentemente sem motivo - vive cheio de alegria.
Quando alguém guarda os desafetos, as injustiças, o mal que outrem lhe fez junto com esses momentos especiais, sua alegria é podada e soa como falsa, então, em algum momento sentirá a gota d’água transbordar e, sentimentos como a amargura e a ira lhe dominarão.
O alto astral superlota o coração com bons sentimentos, para quando algo ruim lhe acometer e um mal sentimento lhe penetrar, dure pouco tempo, pois logo cairá devido a falta de espaço.
É saber relevar acontecimentos desagradáveis. É curtir os pequenos momentos de alegria como se fossem grandes. Pois, não despreza esses breves instantes, guarda cada um como especial. Pode até esquecer deles, mas seu coração - aparentemente sem motivo - vive cheio de alegria.
Quando alguém guarda os desafetos, as injustiças, o mal que outrem lhe fez junto com esses momentos especiais, sua alegria é podada e soa como falsa, então, em algum momento sentirá a gota d’água transbordar e, sentimentos como a amargura e a ira lhe dominarão.
O alto astral superlota o coração com bons sentimentos, para quando algo ruim lhe acometer e um mal sentimento lhe penetrar, dure pouco tempo, pois logo cairá devido a falta de espaço.
BeatrizNapoleão (30/04/11)
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Amor sublime
Amor pueril
Amor juvenil
Amor inocente
Amor decente
Amor maduro
Continuará no futuro
Amor que provoca
Mas, com boas trocas
Amor prudente
Amor contente
Amor lisonjeiro
Mas, sempre verdadeiro
Não veem diferença de idade
O que importa é a afinidade
Tudo é alegria
Devido a sintonia
Pode haver discordância
Mas, não há implicância
Uma é criança
Um mundo em esperança
A outra muito viveu
Mas, não envelheceu
Quem se opõe
Ao amor de filha e mãe?
BeatrizNapoleão
Amor juvenil
Amor inocente
Amor decente
Amor maduro
Continuará no futuro
Amor que provoca
Mas, com boas trocas
Amor prudente
Amor contente
Amor lisonjeiro
Mas, sempre verdadeiro
Não veem diferença de idade
O que importa é a afinidade
Tudo é alegria
Devido a sintonia
Pode haver discordância
Mas, não há implicância
Uma é criança
Um mundo em esperança
A outra muito viveu
Mas, não envelheceu
Quem se opõe
Ao amor de filha e mãe?
BeatrizNapoleão
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