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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Confraternização 2010

Fortaleza,  14/12/10 
Caras Amigas,        
Mais um ano estamos aqui.
Quero agradecer a presença de cada uma.
Fico muito feliz em poder reuni-las. Esta é uma oportunidade de estar com as amigas que vejo constantemente e, principalmente as que raramente encontro.
Sempre falamos em nos vermos mais, marcar outros encontros no decorrer do ano.          
- Uma vez por mês!
- De dois em dois meses!
- Duas vezes no ano!
Vamos distanciando o tempo para que dê certo, e mesmo assim, eles nunca acontecem. Ficamos de agilizar e, nada.
Quem sabe nesse próximo ano!? Quem sabe!? Fim de ano temos tantos planos... e nos sentimos com tanta capacidade de realizá-los no ano seguinte!
Mas, o que mais importa é o que sentimos; é o prazer do encontro; o carinho; a troca de idéias. Tribos diferentes num encontro de alegria.
Brindemos à harmonia e a amizade!
Tim! Tim!
BeatrizNapoleão (Biá)                

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Droga Recomendada

Há músicas que agem em mim como uma droga. Não a de farmácia, mas, a ilegal. A vantagem é que esta: não é ilegal; não gasto um só centavo ouvindo as que tenho em casa; e não tem contra-indicação para nenhuma idade, portanto, não prejudica a saúde, muito pelo contrário, faz bem pra caramba!
Ouço com todo o corpo, não apenas com o ouvido. Mal começo a escutá-las inicia uma sensação de embriaguez moderada. O coração bate mais rápido e a circulação sanguínea acelera; a respiração fica mais forte; e é produzida uma grande quantidade de endorfina. Fico muito mais alegre. Fecho os olhos e sorrio curtindo a lombra.
As calmas, me dão leveza. Tenho a sensação de estar flutuando - mesmo com o sangue percorrendo numa velocidade supersônica. Talvez por isso mesmo, sinta tanta vontade de voar. 
As agitadas, me deixam elétrica. Creio que cada nota toca diretamente nos átomos, brincando com os elétrons e os prótons. É quase impossível ficar parada. 
Vez por outra, na intimidade de casa, gosto de selecionar as músicas de acordo com o que estou fazendo e do meu estado de espírito. Então, escuto uma por uma, deixando que eu seja carregada por essa energia que é liberada. Alguns momentos não resisto: posso estar lendo, escrevendo, trabalhando no que quer que seja, paro só para dançar. Saio dançando, tentando acompanhar o seu ritmo enquanto ela percorre por todo meu corpo. Tenho que aproveitar o momento, se deixar para depois, quem sabe a vontade passe!
É por isto que recomendo essa "droga". 
Como dizia Artur da Távola:  "Música é vida interior; e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão".
Beatriz Napoleão (01/12/2010)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Balanço da Saia

Tem o balanço da rede
Tem o balanço do mar
Foi pelo balanço da saia,
Que fui me apaixonar

Balança menina sapeca
Balança pra lá e pra cá
E eu que fico só nessa,
De te admirar

Ninguém me avisou
Que eu não devia olhar,
Pois teu balanço enfeitiça,
E faz apaixonar

Balança moça balança
Balança pra lá e pra cá,
Que uma hora eu crio coragem,
e vou contigo falar

Balança, mulher cativeira
Balança pra lá e pra cá
Talvez um dia, quem sabe,
Eu vou contigo casar

Então terei teu balanço,
na rede comigo
De frente por mar
Na rede de frente pro mar
Beatriz Napoleão (04/07)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Despedida

Quando vi o último suspiro de minha mãe, pensei: Acabou! Chorei e ainda choro, por saber que não a verei mais.
Sua ausência ainda machuca muito, mas não paro de agradecer a Deus pela vida que ela teve e, principalmente, por eu tê-la tido como mãe.
Se não teve sorte quando perdeu o pai um mês antes do seu nascimento, tirou a sorte grande ao casar com meu pai, Humberto Napoleão. Um homem que a amou muito e a fez muito feliz.
Que exemplo de mulher!
Leal, íntegra, discreta, personalidade forte. Mas, o que mais chamava atenção era sua paixão pela vida. Queria aproveitar cada momento. Adorava estar na companhia dos filhos, netos, bisnetos, genros e noras. Sabia valorizar as amizades. Cheia de vida, parecia que a idade jamais a atingiria.
Sempre estava lendo algum livro, ouvindo uma boa música - tinha um excelente gosto musical -, assistindo a um filme, jogando baralho ou gamão. Com isso, consecutivamente, tinha algo interessante para contar, tornando o papo agradável.
Até sua vaidade era positiva. Bonita por natureza, sua beleza natural parecia não ser o bastante. Estava sempre de brinco e batom, unhas feitas - normalmente pintadas de vermelho -, procurava sentar ereta, para não perder a elegância.
Ah! Mas o mais importante para mim foi o amor e a educação que recebi dela, e a união e harmonia familiar que ela manteve. Por isso sempre vou amá-la.
Adeus, minha amada mãe! Até quando chegar meu dia de encerrar minha missão aqui na Terra.
Sua filha,
Beatriz
(15/10/07)

Maria Pio Parente e Silva (Fortaleza, 21 de agosto de 1917 - Fortaleza, 10 de outubro de 2007)
Maria Pio Machado (nome de solteira)
Cônjuge: Humberto Napoleão Parente e Silva
Filha de João Pio Machado e Rosa Amélia Albuquerque
12 filhos (um faleceu com 2 meses)
26 netos
25 bisnetos 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meu ou Emprestado

O que escrevo são experiências do que vivi
Na minha própria pele
Ou, em roupas emprestadas,
Que passaram o cheiro, o suor ou as lágrimas
De outros para mim.
Beatriz Napoleão 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Loucura Desejada

Eu não quero um homem que me enlouqueça de raiva.
Quero um homem que me enlouqueça de amor.
Beatriz Napoleão (22/05/2010)

domingo, 21 de novembro de 2010

Saber Amar

Quando olhar o amor,
Reconheça-o!
Quando ele passar,
Siga-o!
Quando estiver ao seu lado,
Conquiste-o!
Quando estiver com você,
Conserve-o!
Beatriz Napoleão 

domingo, 14 de novembro de 2010

A Vida em Cinco Dias


Anteontem éramos crianças.
Ontem, nossas filhas.
Hoje pela manhã, tua neta.
Quem sabe à tarde, meus netos.
Com sorte, amanhã nossos bisnetos.
Depois de amanhã...
Não somos mais.
Beatriz Napoleão 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Raízes ou Asas

Raízes ou asas?
O que prefiro?
Tenho mesmo que responder?
Tenho que escolher entre uma ou outra?
Não posso ficar com as duas?
Quero raízes porque necessito delas para viver.
Sou fruto de uma árvore e, sem raízes não terei de onde tirar alimento, não terei como conviver com os outros frutos que tanto amo, não terei como me manter sustentada.
Mas também, sou uma ave. Até posso viver sem minhas asas, mas, será uma crueldade esta mutilação. Sem elas, minha alegria vai junto.
Como necessito das raízes para viver, necessito das asas para ser feliz. Amo voar! Voar por muitos lugares, e em diversas alturas e velocidades.
Então, deixe que eu fique com as duas, para que possa percorrer por vários campos, viver aventuras saudáveis, sem desonrar minha árvore, e voltar para ela retomando minhas raízes.
Beatriz Napoleão