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sábado, 30 de julho de 2011

Fugindo das lembranças

Eu não sei o que tua partida quebrou em mim. Ou, quem sabe eu vi os cacos que ficaram por dentro e consegui uma bela restauração!
                      
Talvez tenha quebrado minha adolescência. A partir daquela despedida me senti adulta.
                     
E para não me machucar fui deixando pelo caminho dos meus anos muitas lembranças de ti, que hoje sinto falta e lamento não ter, por escolher abandoná-las. O que vivi foi bom demais para eu suportar o peso do que se tornou inexistente. Lamento o que não lembro, mas penso que não foi tão má escolha, pois hoje, não sinto o peso da tua falta, sinto tua falta com leveza. Até porque, as lembranças que tenho, aquelas que se enraizaram e não permitiram ficar para trás, me deixam com um sorriso no rosto.  
                    
Neste momento paro tudo e vou até minha cama para virar bunda canastra. É que me deu uma vontade louca de fazer isso. Adoro! Poderia dizer que o motivo seja esta lembrança que está sendo aguçada. Mas não posso afirmar isto, pois é comum quando meu corpo sente necessidade de se exercitar eu ter este tipo de impulso (estou horas escrevendo). Prova que algo foi quebrado em mim. Hoje minha filha é adulta, e eu ainda tenho hábitos que trago da infância – quem sabe, consequência da restauração. Mas eu não quero mudar isso! É muito bom ter idade de uma “senhora” e nunca deixar os “bons” costumes da juventude. Só preciso ter cuidado para saber quando e onde posso executá-los. Se bem que, com o passar dos anos logo não poderei mais fazer algumas dessas “brincadeiras”.
                         
É engraçado! Com a maturidade vamos diminuindo a força física. Mas, obtemos cada vez mais a força espiritual.
Beatriz Napoleão 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Por um detalhe

Não sei se te amo
Sei que adoro teu carinho
Não sei se te amo
Sei que o teu cheiro me atrai
Não sei se te amo
Sei que rio com o teu humor
Não sei se te amo
Sei que é gostoso o sabor da tua boca
Não sei se te amo
Sei que fico feliz por me admirares
Não sei se te amo
Sei que me sinto a vontade nos teus braços
Não sei se te amo
Sei que tua voz me desperta e me acalma
Não sei se te amo
Sei que gosto de estar contigo
Não sei se te amo
Por não suportar teus defeitos
Beatriz Napoleão 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porque Desisti

No olhar se entender
Na boca o gosto
Nas mãos o carinho
No corpo a intimidade
      
Olhos amigos, com olhar que não comunica mais
Boca atraente, com sabor vencido
Mãos macias, com toque que repele
Um corpo íntimo, com um ser desconhecido
    
Dois num só caminho
Passo a passo construindo o amanhã
      
O amanhã já é confuso
A mesma estrada com caminhos opostos
         
Eu desisti porque tu deixaste que outro assumisse teu lugar
Eu desisti por não ter mais a vida perfeita em suas imperfeições
Eu desisti por querer mudanças sem mudar o essencial
Eu desisti por não saber viver sem teu amor
Eu desisti porque esqueci como te amar
Beatriz Napoleão  (17/07/11)

domingo, 17 de julho de 2011

Novo Amor

A beleza do mar
A beleza do luar
A beleza do teu olhar

O mar poluiu
A lua minguou
Teu olhar sumiu

O mar reagiu
A lua cresceu
Outro olhar surgiu
Beatriz Napoleão 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Insegurança

Tenho total confiança em Deus.
Mas muitas vezes fico insegura.
Não por achar que Ele vá me abandonar,
Mas, por saber que Deus não me faz de marionete.
Sou eu que tenho que decidir minha vida.
E e as vezes, estou tão fragilizada que,
Não sei qual caminho seguir.
Beatriz Napoleão (22/06/2010)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Cegueira da Inocência

Já tive a vista bem melhor.
Hoje ela não consegue identificar muitas coisas.
Tanto perto, como longe.
O curioso é que, já fui bem mais cega do que sou hoje.
Aquela cegueira que, não há vista boa que lhe faça ver.
Aquela visão do entender, perceber, saber, conhecer.
Quando as coisas acontecem na roda que você está,
Do seu lado,
Na sua frente.
Alguém fala ou faz algo que você mesmo estando presente,
Não toma conhecimento.
Por partir de alguém que você estima, e não acreditar que é capaz de algo mesquinho,
Ou desonesto,
Ou sem moral.
A cegueira da inocência.
É! A ignorância na maioria das vezes é cruel.
Mas há barbaridades, que é tão bom não tomarmos conhecimento!
Ainda assim é melhor sabermos quem são os "nossos".
Beatriz Napoleão (29/05/09)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Amor Resiste a Tudo?

Nós vivíamos no céu,
O verdadeiro paraíso.
De vez em quando tropeçávamos.
Escorrega daqui, escorrega dali...
Quando não dávamos as mãos
Acabávamos caindo no inferno,
Mas, unidos achávamos o caminho de volta
E, a porta do paraíso estava sempre aberta.
Até que um dia ultrapassamos todos os limites possíveis,
Quando tentávamos dar a volta por cima e retornar,
A porta estava fechada,
Entretanto, nós tínhamos a chave nas mãos,
Contudo, aquela visão do inferno tirou nosso equilíbrio,
Não nos permitindo saber como abri-la.
Nosso amor não resistiu.

Beatriz Napoleão (06/11/05 )

Genro Necessário

Não me importo se te vejo pouco.
Não me importo se pouco nos falamos.
Fico feliz que nos entendemos e nos gostamos.
O que me importa mesmo,
É o amor, respeito, carinho e tempo que tens,
Para quem eu mais amo.
Beatriz Napoleão

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reagindo

Há momentos que fico tão cansada!
É tanta violência e desentendimento em todo o mundo. Guerras, marginalidade, assassinatos, injustiça,...
O curioso é que, quando estou praticamente sem nenhuma força, totalmente desanimada, querendo que minha estada aqui seja a mais rápida possível, de repente, durante o meu sono, sou carregada por uma energia inexplicável. Acordo com todo o gás, disposta a continuar vivendo. E com prazer. Lembrando das maravilhas que existem no mundo, e de que há muita gente do bem.
Penso que Deus envia essa energia para que eu reaja e perceba que, não posso desanimar, ao contrário dos que fazem o mal, devo evoluir e aproveitar o tempo que ainda tenho - seja ele breve ou longo-, para fazer o que é necessário, principalmente no que diz respeito ao próximo.
Beatriz Napoleão (15/04/99)

Felicidade Nunca é Demais

Há quem diga que, ser feliz todo dia causa monotonia.
Para mim, provoca excitação.
Beatriz Napoleão (09/11/10)