sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Despedida

Quando vi o último suspiro de minha mãe, pensei: Acabou! Chorei e ainda choro, por saber que não a verei mais.
Sua ausência ainda machuca muito, mas não paro de agradecer a Deus pela vida que ela teve e, principalmente, por eu tê-la tido como mãe.
Se não teve sorte quando perdeu o pai um mês antes do seu nascimento, tirou a sorte grande ao casar com meu pai, Humberto Napoleão. Um homem que a amou muito e a fez muito feliz.
Que exemplo de mulher!
Leal, íntegra, discreta, personalidade forte. Mas, o que mais chamava atenção era sua paixão pela vida. Queria aproveitar cada momento. Adorava estar na companhia dos filhos, netos, bisnetos, genros e noras. Sabia valorizar as amizades. Cheia de vida, parecia que a idade jamais a atingiria.
Sempre estava lendo algum livro, ouvindo uma boa música - tinha um excelente gosto musical -, assistindo a um filme, jogando baralho ou gamão. Com isso, consecutivamente, tinha algo interessante para contar, tornando o papo agradável.
Até sua vaidade era positiva. Bonita por natureza, sua beleza natural parecia não ser o bastante. Estava sempre de brinco e batom, unhas feitas - normalmente pintadas de vermelho -, procurava sentar ereta, para não perder a elegância.
Ah! Mas o mais importante para mim foi o amor e a educação que recebi dela, e a união e harmonia familiar que ela manteve. Por isso sempre vou amá-la.
Adeus, minha amada mãe! Até quando chegar meu dia de encerrar minha missão aqui na Terra.
Sua filha,
Beatriz
(15/10/07)

Maria Pio Parente e Silva (Fortaleza, 21 de agosto de 1917 - Fortaleza, 10 de outubro de 2007)
Maria Pio Machado (nome de solteira)
Cônjuge: Humberto Napoleão Parente e Silva
Filha de João Pio Machado e Rosa Amélia Albuquerque
12 filhos (um faleceu com 2 meses)
26 netos
25 bisnetos