quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Alto Astral

Ser alto astral não é ser bobo-alegre. Muito menos ser só sorrisos em alguns momentos e grosseiro em outros.
É ser leve, é levantar rápido de uma queda e não ficar lamentando os arranhões, superar e tirar proveito tentando evitar futuros tombos. E se essa queda é forte e lhe provoca grandes feridas, sabe como proceder para cicatrizá-las, não fica pondo o dedo e aumentando o ferimento.
É saber relevar acontecimentos desagradáveis. É curtir os pequenos momentos de alegria como se fossem grandes. Pois, não despreza esses breves instantes, guarda cada um como especial. Pode até esquecer deles, mas seu coração - aparentemente sem motivo - vive cheio de alegria.
Quando alguém guarda os desafetos, as injustiças, o mal que outrem lhe fez junto com esses momentos especiais, sua alegria é podada e soa como falsa, então, em algum momento sentirá a gota d’água transbordar e, sentimentos como a amargura e a ira  lhe dominarão.
O alto astral superlota o coração com bons sentimentos, para quando algo ruim lhe acometer e um mal sentimento lhe penetrar, dure pouco tempo, pois logo cairá devido a falta de espaço.
BeatrizNapoleão (30/04/11)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Amor sublime

Amor pueril
Amor juvenil
      
Amor inocente
Amor decente
         
Amor maduro
Continuará no futuro
          
Amor que provoca
Mas, com boas trocas
          
Amor prudente
Amor contente
          
Amor lisonjeiro
Mas, sempre verdadeiro
         
Não veem diferença de idade
O que importa é a afinidade
Tudo é alegria
Devido a sintonia
Pode haver discordância
Mas, não há implicância
        
Uma é criança
Um mundo em esperança
A outra muito viveu
Mas, não envelheceu

Quem se opõe
Ao amor de filha e mãe?
BeatrizNapoleão

domingo, 28 de outubro de 2012

Letra e Música

Você é a letra e eu sou a música de uma linda canção. Somos completos sozinhos, mas nossa união tem harmonia, libera energia positiva. Há quem goste mais da letra, outros da música, porém a maioria prefere quando estamos juntos, pois tocamos na vida os melhores sentimentos, e isto, todos gostam de ouvir.    
BeatrizNapoleão (12/05/11)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Efeito da Violência

Eu estava ali, passando por aquela calçada que andei anos e anos em boa parte de minha infância e adolescência ao ir para o colégio.
Naquele instante vivenciei um acontecimento semelhante ao que ocorreu por volta dos meus 11 anos; um dia ao ir para a aula, pouco antes das 7h da manhã, a rua deserta, há dois quarteirões antes do colégio, avistei um cachorro do porte de um pastor alemão que se encontrava na calçada a qual eu transitava. Passei por ele quase sem respirar na tentativa de não ser percebida, mas, senti que estava sendo seguida. Atravessei a rua passando para o outro quarteirão do lado que ficava a parte detrás do Colégio Batista, ainda teria que andar mais 100m e dobrar a direita para chegar ao portão de entrada. Tinha conhecimento que era pior correr, pois isso instiga um animal a atacar, então optei por passos pouco apressados, mas, firmes, procurando disfarçar o medo. Meu coração acelerando mais que meu caminhar ao escutar o cachorro com suas passadas na mesma cadência que as minhas e a respiração ofegante, que soava aos meus ouvidos em tom sussurrantemente assustador como: - Vou te pegar! Vou te pegar! Vou te pegar! Eu visualizava aquela língua de fora entre as arcadas brancas, aproximando-se de mim, mais e mais! Até que num breve momento senti a pontada de uns dentes em meu tornozelo. Parei repentinamente tesa, e gritei! Dei graças a Deus a rua estar deserta, pois, ao olhar para trás vi que, o cachorro nem por um momento havia me seguido, continuara seu percurso na calçada oposta, quase sumindo de vista.
O que o medo é capaz de criar!? Lutei contra esse tipo de medo até conseguir superá-lo. Por sorte no final da adolescência já tinha adquirido segurança, não permitindo que nenhuma insegurança me dominasse.
Nesta tarde, ao passar pela mesma calçada – novamente a rua deserta, apesar de não haver mais espaço para nenhum carro estacionar –, não era mais o cachorro que me seguia, e sim, uma moto. Ouvia aquele som crescendo forte e rapidamente. - E se a moto parar ao meu lado? Então lembrei o que vivenciei na infância, e o que ocorreu no final do ano passado: próximo à minha casa fui assaltada à mão armada por  dois homens numa moto; um permaneceu ao volante e o que desceu "pediu delicadamente" meu celular: - Se não quiser levar um tiro na cabeça passa o celular! Com aquela voz de quem não tem tempo a perder.
Hoje vi-me novamente entregue a imaginação negativa, controlada pela força do medo de quem já esteve vulnerável. Então, resolvi enfrentar a situação; olhei determinada para trás; desta vez a moto passou sem sequer perceber minha presença.
Infelizmente, já não sou tão segura quanto na adolescência; o barulho de motor em duas rodas me deixa mais insegura que latidos em quatro patas.
BeatrizNapoleão (16/05/11)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eterna Saudade

E de repente... cinco anos sem ouvir a sua voz e seus comentários coerentes. Sem sentir o seu cheiro de perfume agradável, sem olhar para o céu em seus olhos, sem a sua alegria em participar de uma mesa de jogo de baralho.
E de repente, com tantos "sem". Sem ter a sua presença física. Sim! A presença física, pois você se faz presente de muitas maneiras, em certos livros, filmes ou músicas, vejo a sua alegria com o que lia, via ou ouvia. Chego a lhe escutar cantar com sua voz desafinada - o que é afinação para meus ouvidos, pois lembro de sua satisfação quando cantava. Quando leio ou assisto algo e, julgo que você gostaria, sinto uma inquietação por não poder lhe indicar.
Lhe vejo: Ao observar alguém tomar café com muito gosto ou, quando como algo que você se deliciava degustando; Em reuniões familiares, que vez por outra ainda me pego lhe procurando para saber se alguém já lhe serviu; Quando estou brincando com a Sophia, sua tão sonhada trineta, e que, por pouco você não conheceu.
Em várias situações lembro dos seus conselhos. Muitas vezes sinto falta do seu abraço gostoso, seu carinho. Acho graça ao lembrar de certas coisas bobas que lhe incomodavam a ponto de lhe deixar irritada - quantas vezes lhe fiz rir nessas horas de cara amarrada!. E, lhe percebo em mim: nos meus atos quando reservada sem querer interferir na vida dos outros e, detestando quando tentam interferir na minha; quando digo algum ditado; no meu gosto por batons e esmaltes vermelhos; em algumas ponderações; em sempre dizer sim, quando me chamam para sair; no prazer em dançar; em adorar viver. 
Como foi bom ter tido sua presença!
Saudades, mas sem tristeza. Um leve aperto no coração, afinal, já faz um bom tempo e, quando perdemos o que é bom sempre nos fará falta!
Beijos de sua filha que lhe tem um enorme carinho e, sempre lhe amará,
BeatrizNapoleão


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sem esforço não há mudança

Há palavras sábias que são úteis para alguns que as escuta, visto que logo procuram pôr em prática o que ouviram. Porém, inúteis para alguns que as profere, pois só conseguem verbalizá-las. Repassam o que leram ou ouviram por achar bonito, mas não têm a menor capacidade de tal realização, pois na verdade não se esforçam para isso. Contudo, sempre cobram esses exercícios daqueles que convivem, como se esses fossem hábitos seus.
BeatrizNapoleão