quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eterna Saudade

E de repente... cinco anos sem ouvir a sua voz e seus comentários coerentes, sem sentir o seu cheiro de perfume agradável, sem olhar para o céu em seus olhos, sem a sua alegria em participar de uma mesa de jogo de baralho, sem tantos "sem", sem ter a sua presença física. Sim! A presença física, pois você se faz presente de muitas maneiras: Em certos livros, filmes ou músicas, escuto a sua alegria com o que lia, via ou ouvia. Chego a lhe escutar cantar com sua voz desafinada - o que é afinação para meus ouvidos, pois lembro de sua satisfação quando cantava. Quando leio ou assisto algo e, julgo que você gostaria, sinto uma inquietação por não poder lhe indicar; Se vejo alguém tomar café com muito gosto ou, quando como algo que você se deliciava degustando; Em reuniões familiares, vez por outra ainda me pego lhe procurando para saber se alguém já lhe serviu; Quando estou brincando com a Shofia, sua tão sonhada trineta, e que, por pouco você não conheceu. Em várias situações lembro dos seus conselhos; Muitas vezes sinto falta do seu abraço gostoso, seu carinho; Acho graça ao lembrar de certas coisas bobas que lhe incomodavam a ponto de lhe deixar irritada - quantas vezes lhe fiz rir nessas horas de cara amarrada!; E, lhe percebo em mim: nos meus atos quando reservada sem querer interferir na vida dos outros e, detestando quando tentam interferir na minha; quando digo algum ditado; no meu gosto por unhas e esmaltes vermelhos; em algumas ponderações; em sempre dizer sim, quando me chamam para sair; no prazer em dançar; em adorar viver. 
Como foi bom ter tido sua presença!
Saudades, mas sem tristeza. Um leve aperto no coração, afinal, já faz um bom tempo e, quando perdemos o que é bom sempre nos fará falta!
Beijos de sua filha que lhe tem um enorme carinho e, sempre lhe amará,
BeatrizNapoleão