domingo, 30 de outubro de 2011

Saudades

Saudade do tempo em que você me chamava de Beatriz
Saudade do tempo em que você me chamava de Bibita
Saudade do tempo em que você me chamava de Princesa
Saudade do tempo em que você me chamava de Amor
Saudade até de você me chamando de Bia
Saudade de quando você me chamava e eu queria ir
Agora tenho saudades e não quero mais

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Exigências Negativas

Se exiges da vida e das pessoas:
Exatidão;
Certeza;
Cultura;
Perfeição;
Firmeza;
Presença;
Beleza;
Alegria,
Terás Tristeza ou Ilusão.
Mas se sabes administrar a:
Imprecisão;
Incerteza;
Ignorância;
Imperfeição;
Vacilação;
Ausência;
Fealdade;
Tristeza,
Terás Felicidade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Visita Inoportuna

Hoje recebi uma visita que chegou sem convite.
Pior é que veio sem comunicado prévio, nem bateu na porta e foi logo entrando, pegando-me de surpresa. Devido esta atitude insolente não a recebi com simpatia, senti que ela não era bem-vinda - mesmo que, em outras ocasiões eu a tenha convidado e ela tenha me dado uma alegria oscilante.
Quando nos defrontamos já ali dentro, olhei para ela e disse: - Quem é você para chegar assim, achando que tem o direito de invadir a minha casa, como e quando quer?
Mas ela me ignorou.
Entrou sem nenhum constrangimento, sentindo-se tão íntima que, sem minha autorização foi para o compartimento de cima - ele é ambiguamente vasto e como um labirinto - e vasculhou uma das minhas gavetas, dando preferência a uma das que raramente abro.
Não importa se vez por outra permito sua presença quando estou a mexer nos armários, e compartilho seus conteúdos deixando que ela os manipule. Hoje isto não estava nos meus planos. E ainda mais, quando a chamo em outras ocasiões é porque preciso de sua ajuda devido não conseguir manter algumas gavetas fechadas. Algumas delas são temperamentais, quanto mais tempo tento deixá-las trancadas, mais elas se remexem e transbordam. Há momentos que elas têm vontade própria, sem minha interferência abrem e deixam a mostra o que existe ali. Mas, estando desencucada, sozinha ou acompanhada vou até lá, dou uma olhada e guardo tudo, sem nenhuma consequência negativa.
Hoje, não!
Esta outra chegou e fez a bagunça. Depois de deixar tudo a mostra, saiu do compartimento de cima e foi para o do meio - eles são interligados, o que acontece em cima reflete no centro -, e começou a arranhar suas paredes, e a tirar uns pedaços.
Senti uma dor!
Enfraquecida, resolvi suplicar: - Por favor, Saudade, vá embora!
Beatriz Napoleão 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tal Mãe, Tal Filha

Nos amamos muito, mas para um bom convívio é preciso mais que isto.
Nos entendemos.
Nos respeitamos no que não nos entendemos.
Nos suportamos sem implicância naquilo que não gostamos na outra.
E quando tendemos a nos confrontar,
Logo procuramos um caminho para acalmar.
Sabemos tirar sarro uma com a outra sem ofensas, só para divertir.
Se ela está com TPM, ôpa! Hora de distanciar.
Se eu estou com enxaqueca, hora de silenciar.
Chamamos atenção quando uma está a deslizar.
Que fica a ouvir, mesmo que depois procure se justificar.
Mas, curtimos mesmo é um carinho.
E há uma confiança mútua.
Gosto semelhante nas artes.
Quando assistimos um filme que a outra ainda não viu,
Somos capaz de visualizar o tipo de emoção que este irá provocar.
Se conhecemos um músico ou uma banda nova,
Já sabemos se a outra irá gostar.
Se uma peça de teatro nos agrada, logo queremos à outra indicar.
No dia a dia respeitamos o limite da privacidade.
Quando distante buscamos a proximidade.
Possuímos uma energia da mesma fonte.
Um olhar com o mesmo prisma.
Procuramos tentar entender o outro.
Queremos um bem danado a muita gente.
Amamos fácil, mas não banalizamos o amor, ele é hiper valorizado.
Sim, há uma hierarquia de mãe para filha,
Mas, quando o respeito é posto em prática nas duas vias,
Esta fica quase imperceptível.
Através de mim ela veio ao mundo,
Através dela ganhei "filhas" e "filhos" supostos.
É por estas e outras que, apesar dos prós e contras,
Há tantas confidências,
Tantos risos,
Tanto prazer em conviver.
Beatriz Napoleão 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Círculo Vicioso

Esta sou eu.
Novamente cheia de sentimentos.
Mesmo que não os identifique - não saiba de onde vieram e para quem são - eles estão aqui, preenchendo meu coração e embaralhando meus pensamentos.
Eles são bem-vindos! Pois são do bem. Inquietos, mas, alegres, leves, suaves e cheios de amor.
Liberam uma energia que se transforma em alegria. Levando-me a querer abraçar o mundo. A olhar meu semelhante com ternura e afeição.
E vira um círculo vicioso. Quanto mais libero este sentimento, ele sempre retorna a mim. E cada vez mais forte.
Ah! Como eu gostaria que este círculo fosse blindado à prova dos indesejáveis. Mas ele é inocente, e permite a passagem dos descomedidos, que o quebra e me tiram do centro, algumas vezes provocando minha instabilidade.
Beatriz Napoleão 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Criança

Um ser encantador!
Atrai e enternece o coração
De quem sabe conquistá-la.
Chega ao mundo,
Dependente;
Frágil;
Inocente;
Carente de proteção.
Em poucos anos,
Mantem a pureza e aprende a malícia.
Alegre por natureza,
Adora brincar.
Tem uma sinceridade intrínseca.
Considera quem a respeita.
Carinhosa com quem a afaga.
Um presente para quem a curte.
Responsabilidade para quem a educa.
Preocupação para quem a ama.
Mas, amar é
Proteger, respeitar, dar carinho, curtir e educar.
Espelho de casa e do mundo.
Aprendiz hoje,
Adulta amanhã.
Eterna criança!
Beatriz Napoleão 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Inverdades e Mentiras

Se interfiro na tua vida com perguntas e comentários, mas, não queres compartilhar comigo o que diz respeito a ti e, me respondes com inverdades, devo recuar e respeitar tua posição. Mas se nada te pergunto e me contas mentiras sem razão de ser, isso me incomodará e em ti não irei mais confiar.
Beatriz Napoleão 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Superando a Traição

Se algum dia, quem você ama lhe trair e você não suportar a traição, mate o seu amor, não quem você ama!
Beatriz Napoleão 

domingo, 2 de outubro de 2011

Coração Inconstante

Como proceder com este espaço em meu coração gerado pelo sentimento?
Muitas vezes está completo, cheio de paixão, seguro de que o que sente está bem zelado. Em outras, me surpreendo ao sentir que, sem eu perceber algo vazou tanto que deixou uma parte vazia!
É como as ondas do mar, às vêzes não cobrem toda a praia, ficam distante. Às vezes vêm arrebatadoras, inundando, tomando conta de todo o espaço.
Não posso preenchê-lo, pois sei que naturalmente ele tornará a ficar completo, com o mesmo inquilino. Enquanto isto, sinto uma sensação que me deixa intranquila.
Então, como vou construir algo num local tão inconstante?
Beatriz Napoleão (20/09/95)