quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para Viver Melhor

Não se descabele!
Você "despenteado" não impedirá que algo ruim aconteça. E não é seu "cabelo arrumado" que causa o desespero.

Não pragueje!
No lugar de verbalizar palavrões ou qualquer palavra carregada, que causam mal estar para quem está perto, invente palavras malucas, tipo: rarequestibinose, trulemigruste, imprenfidracone... Comigo funciona como um desabafo. E ver minha filha rindo e dizendo: "Tu é muito engraçada, mãe!" ameniza minha irritação.

Quando algum atendente não se esforçar para resolver o seu problema, não bote cara feia, nem muito menos altere a voz. Mantenha a classe (mesmo que seja com uma postura mais rígida) e repita o que deseja, se não resolver, chame o superior do estabelecimento. Você não dá vexame - podendo até perder a razão -, e resolve o seu problema.

Se um amigo de longas datas não é mais o mesmo, não lhe parece mais tão receptivo como antigamente, talvez ele tenha mudado e se transformado num boçal ou, quem sabe ele evoluiu, mudou de hábitos, gostos e você continua a mesma pessoa de sempre. Talvez ele até ainda goste muito de você, mas com interesses e assuntos diferentes dos seus é impossível ser como era outrora. Então, no lugar de você ficar falando mal desse amigo, deixe-o ser o que é. Se boçal, não vale a pena a amizade; caso seja apenas mudanças aceitáveis, que fique nos raros encontros, desde que sejam prazerosamente sinceros.
BeatrizNapoleão

terça-feira, 17 de julho de 2012

Basta!

Basta!
Não te quero mais
Basta!
Já doeu demais

Não cabes mais em mim
Eu não suporto assim
Por favor me deixe em paz
Acho que mereço a paz
A solidão não é o fim
Sei que não é ruim

Pensei em recomeçar
Fechar os olhos, apagar
Esquecer o que passou
O estrago que causou

Eu não vou negar
Não consegui me controlar
Precisei inventar
Pra conseguir continuar

Se tem que ser assim
É porque não és pra mim
Se eu tenho que aceitar
Por que não podes suportar?

Vejo que chegou ao fim
O amor não é assim

Basta!
Eu não quero amar
Se não for pra cantar,
For apenas pra chorar

De que vale o amor,
Se nos causa tanta dor!

Agora tenho que esquecer
Conseguir sobreviver
E poder me refazer
BeatrizNapoleão (15/02/04)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Rolling Stones 50 anos

Rolling Stones - Miss You


Para nós que gostamos dos Rolling Stones é uma "satisfaction" eles terem chegado até aqui. A banda de rock na ativa com mais anos de carreira. Rock de primeira, irreverência e energia são suas maiores características.
"Ao lado dos Beatles, foram considerados a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 1960, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas e que decisivamente influenciaram na música pop e nos costumes.
Ah, vai! Você pode até detestar rock, mas tem que admitir que será muito difícil aparecer outra banda que revolucione uma geração e faça sucesso por mais de 50 anos.
BeatrizNapoleão

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Quando a solidão é um fardo

Algumas pessoas não sabem lidar com a solidão. Colocaram na cabeça que ela sempre foi e sempre será inteiramente vilã. E quando estão envolvidas com sua presença é um deus nos acuda. Deixam-se dominar pelo seu lado cruel, aquele que vem acompanhado de sua amiga e nossa inimiga, depressão. Não sabem que, na maioria das vezes, podem neutralizar esse lado, se aliando a ela e aproveitando os momentos em que ela se faz presente para relaxar, se conhecer melhor, orar, evoluir, criar...
Umas ficam sensíveis, fragilizadas. Outras, com medo de demonstrar fraqueza, agem com rispidez, aspereza. Cada uma reage de acordo com sua personalidade, mas em todos os casos pode haver depressão.
As do tipo mais depressivas evitam qualquer contato, deixam de sair de casa, fogem até do telefone ou da internet, e a cada dia ficam mais sozinhas. Virando um círculo vicioso, já não sabendo mais se a depressão é porque estão só, ou se estão só devido a depressão.
As sensíveis, até procuram se relacionar, mas por tudo se magoam, ficando tristes e chorosas. Muitas vezes se culpam por tudo que acontece.
As ásperas são as mais difíceis de lidar. Pois, fazem de tudo para se afastar da danada, mas da maneira que agem acabam afastando quem poderia lhes tirar dela. Em alguns momentos procuram ser carinhosas e alegres, mas por qualquer mal entendido, vão logo exibindo suas garras e arranhando quem julga ter lhe atacado. Normalmente culpam todos por tudo que acontece de errado na sua vida. É o tipo que, pode até ser casada e ter filhos, mas, inevitavelmente, mesmo esses, não suportarão a pressão e sempre que possível irão evitá-la. Pessoas assim, conseguem brigar até pelo Facebook.
Bem! Isto já é assunto para outra crônica.
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Amor não consumado

Dois jovens ao se conhecer entrançaram seu coração. Mas não era dia de alegria, e uma maldição se estabeleceu.
Eles não se assumiam, por nunca terem tido coragem de assumir que se amavam.
Cada um querendo ser mais durão que o outro, numa queda de braço sem vencedor. Fingindo não ser verdade a verdade que era.
Ela falava de outros amores. Ele agia como se nem soubesse o que era amar.
Ela entristecia com aquela aparente falta de amor. Ele invejava e ciumava os amores dela.
Ela enlouquecia a pensar onde iriam chegar. Para ele bastava que iriam continuar.
Ela falava em terminar. Ele a ignorava, e nem tentava conquistar.
Um certo dia, ela casou com José. Ele, casou com Maria.
Ela acostumada a falar de amor, amou José. Ele no vício de esconder o que sentia, não conseguiu amar Maria.
Os anos passaram... José morreu.
Maria não suportou e, um fim deu.
O destino os fez reencontrar. Ela de coração aberto, pois agora sim, sabia como era ser feliz numa vida a dois. Ele não a perdoava por essa felicidade.
Voltaram a se encontrar, mas nunca chegaram a conversar.
Então, ela queria sexo com amor. Ele queria sexo com rancor.
Depois de tantos anos em queda de braço, seus cotovelos doíam, e esses "amantes" já haviam perdido a força daquela luta. Mas ainda assim, ele quis continuar na mesma posição. Por isso, ela foi fechando seu coração.
Hoje, não há queda de braço nem fingimento, pois, não há mais sentimento.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Desencontrado

Você nunca me enganou,
Mas, eu me enganei
E por me enganar
Te amei

Você nunca se mostrou,
Mas, eu me mostrei
E de tanto me mostrar
Errei

Você sempre lutou,
Mas, eu nunca lutei
E por não lutar
Fiquei

Você deixando um vazio
Mas, eu sempre preenchendo
E por muito preencher
Transbordei

Você sempre me querendo
Isso temos de igual
Talvez este seja o mal
BeatrizNapoleão