sexta-feira, 6 de julho de 2012

Amor não consumado

Dois jovens ao se conhecer entrançaram seu coração. Mas não era dia de alegria, e uma maldição se estabeleceu.
Eles não se assumiam, por nunca terem tido coragem de assumir que se amavam.
Cada um querendo ser mais durão que o outro, numa queda de braço sem vencedor. Fingindo não ser verdade a verdade que era.
Ela falava de outros amores. Ele agia como se nem soubesse o que era amar.
Ela entristecia com aquela aparente falta de amor. Ele invejava e ciumava os amores dela.
Ela enlouquecia a pensar onde iriam chegar. Para ele bastava que iriam continuar.
Ela falava em terminar. Ele a ignorava, e nem tentava conquistar.
Um certo dia, ela casou com José. Ele, casou com Maria.
Ela acostumada a falar de amor, amou José. Ele no vício de esconder o que sentia, não conseguiu amar Maria.
Os anos passaram... José morreu.
Maria não suportou e, um fim deu.
O destino os fez reencontrar. Ela de coração aberto, pois agora sim, sabia como era ser feliz numa vida a dois. Ele não a perdoava por essa felicidade.
Voltaram a se encontrar, mas nunca chegaram a conversar.
Então, ela queria sexo com amor. Ele queria sexo com rancor.
Depois de tantos anos em queda de braço, seus cotovelos doíam, e esses "amantes" já haviam perdido a força daquela luta. Mas ainda assim, ele quis continuar na mesma posição. Por isso, ela foi fechando seu coração.
Hoje, não há queda de braço nem fingimento, pois, não há mais sentimento.
BeatrizNapoleão