quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Devo confessar:

Não gosto quando mal conheço uma pessoa e ela já se sente íntima só porque gostou de mim, se comportando de uma maneira que me desagrada, sem ter trato para perceber a minha maneira de ser.
Não gosto que alguém me trate com intimidade só porque é amigo de um irmão ou de algum amigo meu, agindo como se estivesse com um deles, não comigo.
Não gosto que um desconhecido fique me pegando, faça carinho em mim.
Não gosto quando uma pessoa acha que tenho obrigação de sentir o mesmo que ela sente por mim, sem que ela tenha me conquistado como eu a conquistei.
Não gosto quando alguém age com grosseria só porque o outro fez algo que o desagradou.
Não gosto de preconceito agressivo. Às vezes não conseguimos evitar um julgamento em nosso íntimo, pela maneira que alguém está vestido; pela maneira de falar; pelo tipo de tatuagem; por fazer parte de um determinado grupo... Mas, falar mal de alguém é desagradável. Quando é alguém que você nem conhece, é um agravante. Destratar, pior ainda.
Não gosto de estar num lugar super bacana e divertido cercada por pessoas que nada tenham a ver comigo.

Adoro quando conheço alguém e nos identificamos de cara, e se tem a sensibilidade de se sentir íntimo na medida.
Adoro carinho dos amigos. Pois eles sabem que tipo de carinho podem me dar.
Adoro quando estou só e posso curtir meus momentos, como e no tempo que gosto.
Adoro reunião com a família. Aquela bagunça, um "implicando" com o outro (desde que todos curtam) e muita risadaria coletiva.
Adoro sair com os amigos. Bons papos, diversão garantida.
Adoro quando uma pessoa amiga me telefona por saber que pode contar comigo.
Adoro lembrar quantos amigos já pude contar e, saber que ainda posso.
Adoro a liberdade de poder escolher o momento para ficar só, com a família ou com um ou mais amigos.
E, adoro que meus amigos e familiares não me cobrem o que devo fazer e com quem devo estar, e entendam que escolher estar com outro e não com ele, nem sempre significa preferir um ao outro.
BeatrizNapoleão

domingo, 19 de agosto de 2012

Quase Uma Saudade

Quase sinto saudades de quando ficávamos abraçadinhos, no maior afago.
Quase sinto saudades dos nossos beijos, ardentes ou suaves.
Quase sinto saudades das nossas mãos ou pés entrelaçados enquanto assistíamos a TV
Ou algum filme em casa.
Quase sinto saudades de quando nos olhávamos com ternura ou desejo.
Quase sinto saudades de quando ríamos sem parar.
Quase sinto saudades da nossa cumplicidade, que nos dava tranquilidade.
Quase sinto saudades das nossas afinidades.
Quase sinto saudades das nossas diferenças.
Quase sinto saudades de quando varávamos a madrugada com conversas apaixonantes.
Quase sinto saudades dos nossos desejos desvairados.
Quase sinto saudades do nosso sexo sem pudor, mas cheio de paixão.
Quase sinto saudades dos nossos planos para o futuro.
Quase sinto saudades do nosso amor desmedido.
Quase sinto saudades do nosso relacionamento a beira da perfeição.
Quase sinto saudades por não termos vivido a continuidade do que jamais viveremos.
Quase sinto, pois tudo isto é uma saudade não sentida,
Por nós termos passado da medida.
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cravando o Amor

Tristeza não é comigo!
Alegria, sim!
Mas às vezes como um castigo
Ela vem até mim

De briga eu corro longe
Mesmo sem ser covarde
Mas quando surge não sei de onde
Tenho que tomar parte

Inveja, essa eu quero distância
Não sou nem ordinária!
Mas os que vivem em discrepância
A usam na diária

Amor, este sim!
É bom de qualquer jeito
O quero sempre em mim
Dentro ou fora do peito
BeatrizNapoleão