segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Amor Resiste a Tudo?

Nós vivíamos no céu,
O verdadeiro paraíso.
De vez em quando tropeçávamos.
Escorrega daqui, escorrega dali...
Quando não dávamos as mãos
Acabávamos caindo no inferno,
Mas, unidos achávamos o caminho de volta
E, a porta do paraíso estava sempre aberta.
Até que um dia ultrapassamos todos os limites possíveis,
Quando tentávamos dar a volta por cima e retornar,
A porta estava fechada,
Entretanto, nós tínhamos a chave nas mãos,
Contudo, aquela visão do inferno tirou nosso equilíbrio,
Não nos permitindo saber como abri-la.
Nosso amor não resistiu.
Beatriz Napoleão (06/11/05 )

Genro Necessário

Não me importo se te vejo pouco.
Não me importo se pouco nos falamos.
Fico feliz que nos entendemos e nos gostamos.
O que me importa mesmo,
É o amor, respeito, carinho e tempo que tens,
Para quem eu mais amo.
Beatriz Napoleão

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reagindo

Há momentos que fico tão cansada!
É tanta violência e desentendimento em todo o mundo. Guerras, marginalidade, assassinatos, injustiça,...
O curioso é que, quando estou praticamente sem nenhuma força, totalmente desanimada, querendo que minha estada aqui seja a mais rápida possível, de repente, durante o meu sono, sou carregada por uma energia inexplicável. Acordo com todo o gás, disposta a continuar vivendo. E com prazer. Lembrando das maravilhas que existem no mundo, e de que há muita gente do bem.
Penso que Deus envia essa energia para que eu reaja e perceba que, não posso desanimar, ao contrário dos que fazem o mal, devo evoluir e aproveitar o tempo que ainda tenho - seja ele breve ou longo-, para fazer o que é necessário, principalmente no que diz respeito ao próximo.
Beatriz Napoleão (15/04/99)

Felicidade Nunca é Demais

Há quem diga que, ser feliz todo dia causa monotonia.
Para mim, provoca excitação.
Beatriz Napoleão (09/11/10)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Tua Dor

E essa dor, que não é minha!
Essa dor, que tua é!
E quando tomo conhecimento que ela te habita,
Essa dor sai de ti,
Mesmo que em ti permaneça,
E vem até a mim,
Para que eu a sinta,
E me faz também sofrer.
Beatriz Napoleão 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

De Olho no Espelho

Olhe-se no espelho!
Dispa-se, e se olhe no espelho!
Sem nenhuma roupa,
Sem nenhuma maquiagem.
Chegue bem perto e,
Olhe com atenção para cada parte do seu corpo,
Cada detalhe do seu rosto.
Faça isso sem pressa.
Olhe-se de frente, de lado, de costas.
Mesmo que tenha rugas, gorduras, flacidez...
Admire o que tem de bonito.
Alguns são muito bonitos,
Outros têm apenas pequenos detalhes,
Talvez nunca tenha notado sua beleza.
Ela está em algum lugar.
Procure por ela!
Observe: suas mãos; sua boca; a cor dos olhos; o cabelo; o busto; as pernas...
Mas não permita que isso lhe faça vaidoso,
Pois você também tem defeitos.
Então, veja os seus defeitos.
Não deixando que eles lhe imponham complexo.
Enxergue  e aceite suas imperfeições.
Chega a ser cômico uma pessoa zombando do defeito de outra,
Quando o seu só muda de formato ou lugar.
Procure amenizar aquilo que lhe desagrada.
Valorize o que você tem de bonito.

Faça o mesmo com seu interior.
Dispa-se!
Observe-se no espelho das ações,
Sem nenhuma máscara.
Olhe cada detalhe positivo e negativo dos seus atos,
Sua personalidade.
Procure racionalizar os seus defeitos.
Controle o que é desagradável.
Utilize cada vez mais suas qualidades,
O que você tem de bom.
Beatriz Napoleão (18/03/09)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Peso Pena

Uma pena também é leve. Tão leve que, um travesseiro com muitas delas quase não pesa. Mas, se molharmos esse travesseiro ele ficará mais pesado.
Assim é meu espírito, super leve, peso pena, mas há momentos que ele está desprotegido, sem capa ou guarda-chuva e, de repente, vem uma chuva. Não tem como não se molhar. As vezes é só um chuvisco, outras uma chuva forte, porém passageira, contudo, deixam meu espírito com um certo peso. Mas tem ocasiões que não escapo de algumas tempestades, daquelas que parece que o mundo vai acabar, e nesses momentos o peso é de chumbo!
Sinto-me privilegiada por ter um espírito com uma postura semelhante a Alemanha ou o Japão após a II Guerra. Não fica chorando o que aconteceu. É destruido, se despedaça, mas segue em frente, restaurando o que for possível, construindo outros sonhos e conquistando novas alegrias.
Tente fazer o mesmo, previna-se para que a chuva não lhe pegue. Mas, caso esteja desprevenido, saiba se recuperar.
A vida passa rápido. Não devemos desperdiçar os bons momentos que nos cercam, porque estamos lamentando e sofrendo com o que aconteceu.
Beatriz Napoleão (27/04/11)

sábado, 4 de junho de 2011

Viva o Presente

Não se deve lamentar o que passou! Muito menos, ficar maldizendo os acontecimentos indesejáveis.
Também não fique esperando que o futuro chegue.
Viva o presente!
O passado jamais voltaremos a viver, nem o mudaremos.
O futuro! Talvez não exista. A vida pode ser interrompida a qualquer instante, ou ser diferente do que você planejou.
Viva o presente!
Mas não é por isso que você deva ignorar o seu passado. É a sua história. Foi por tudo que aconteceu nele que está aí onde está e, como está.
Deve visitá-lo quando necessário - tendo cuidado, respeitando o limite até onde pode ir e quanto tempo deve ficar para não se machucar. Assim, entenderá melhor o seu eu, sua família e seus amigos.
Também deve projetar um futuro. Afinal, ele um dia será seu presente.
Mas, viva o presente!
Beatriz Napoleão (01/08/09)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Que Prefiro

É muito bom viver num mundo em harmonia. Infelizmente nem tudo é assim. Sinto tristeza ao ver qualquer espécie de vida, seja ela animal ou vegetal, fora de sua sintonia, impedida de seguir seu curso. Pior ainda é saber que há quem seja o responsável por esse impedimento fazendo crueldades unicamente para seu próprio benefício ou de outrem. Uma vida só deve ser sacrificada por um “bem maior”.

Não! Eu não quero ouvir o assum preto cantando mais bonito. Se for para ele cantar de tristeza por ter seus olhos furados e estar preso numa gaiola, prefiro que ele siga seu voo admirando a beleza da natureza e cantando a liberdade. Ainda que esse canto não chegue até meus ouvidos.

Não! Eu não quero ver um elefante de circo sentando numa mesinha, fazendo coisas incríveis, e por trás disso ele é furado por um objeto pontiagudo, alertando-o das chicotadas quando não faz o que se pede, enquanto ele está acorrentado. Prefiro saber que ele vive com sua manada. Ainda que eu nunca tenha oportunidade de vê-lo em seu habitat.

Não! Eu não quero ver um touro valente, cheio de vigor, no meio de uma arena, frente a frente a um homem elegante, com uma bela vestimenta e uma capa na mão que esconde o objeto de destruição, num duelo de cartas marcadas onde raramente o touro é o vencedor, e que é aguardo o seu trágico final. Melhor seria se não houvesse espadas, apenas um balé com uma dupla rival. Este sim, Eu pagaria para ver!
Beatriz Napoleão