terça-feira, 31 de outubro de 2017

Saci-Pererê

Imagens: Google
O saci, também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique, é um personagem bastante conhecido do folclore brasileiro. Tem sua origem presumida entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro.A figura do saci surge como um ser maléfico, como somente brincalhão ou como gracioso, conforme as versões comuns ao sul.

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo. Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais.

"Saci" é oriundo do termo tupi sa'si

O saci é um negro jovem de uma perna só, portador de uma carapuça sobre a cabeça que lhe concede poderes mágicos. Sobre este último caractere, é de notar-se que, já na mitologia romana, registrava Petrônio, no Satiricon, cujo píleo conferia poderes ao íncubo e recompensas a quem o capturasse.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assovios – bastante agudos e impossíveis de serem localizados. Assim é que faz tranças nos cabelos dos animais, depois de deixá-los cansados com correrias; atrapalha o trabalho das cozinheiras, fazendo-as queimar as comidas, ou ainda, colocando sal nos recipientes de açúcar ou vice-versa; ou aos viajantes se perderem nas estradas.

O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII ou começo do XIX

A função desta "divindade" era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopeia, também era atribuído, a ele, o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

Literatura - O primeiro escritor a se voltar para a figura do saci-pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo. Com o título de "Mitologia Brasílica – Inquérito sobre o Saci-Pererê", Lobato colheu respostas dos leitores do jornal que narravam as versões do mito, no ano de 1917. O resultado foi a publicação, no ano seguinte, da obra O Saci-Pererê: resultado de um inquérito, primeiro livro do escritor.

Mais tarde, em 1921, o autor voltaria a recorrer ao personagem, no livro O Saci, seu segundo trabalho dedicado à literatura infantil.

Histórias em quadrinhos - O quadrinhista Ziraldo criou em 1958 a série Turma do Pererê, em que o Saci contracena com o índio Tininim, a onça-pintada Galileu e outros personagens. As histórias foram originalmente publicadas na revista O Cruzeiro

Cinema e Televisão - O primeiro ator a representar o papel foi Paulo Matozinho, no filme O Saci, adaptado do livro infantil de Lobato. A produção de 1951 da Brasiliense Filmes foi dirigida por Rodolfo Nanni.

Na televisão, as séries que adaptaram a obra de Monteiro Lobato em 1977 e 2007 tiveram Romeu Evaristo e Fabrício Boliveira, respectivamente, interpretando o personagem. O cantor Jorge Benjor também encarnou o saci no especial Pirlimpimpim, de 1982. Em Pirlimpimpim 2, de 1984, foi a vez de Genivaldo dos Santos vestir a carapuça.

Na adaptação para a tevê das histórias de Ziraldo, o papel de Pererê coube a Sílvio Guindane.

Música - Em 1912, o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos escreveu a marcha "Saci", quinta parte da sua suíte para piano"Petizada" (W048). A composição, assim como as outras da mesma peça, é inspirada no folclore musical brasileiro.

Francisco Mignone também deu o nome de "Saci" à sexta parte dos seus "Estudos Transcendentais" para piano, de 1931. 

O maestro Edmundo Villani-Cortes voltou a lhe dar vida em obras como "Primeira folha do diário do saci" (para piano, 1994), "Terceira folha do diário de um saci" (para flauta, 1992) e "Sétima folha do diário de um saci" (para contrabaixo, 1992). Na música popular, a primeira referência ao personagem data de 1909, ano da composição de "Saci-Pererê", de Chiquinha Gonzaga, gravada pela dupla Os Geraldos. Em 1913, foi a vez de "Saci", uma polca de J.B. Nascimento gravada pelo Sexteto da Casa. Gastão Formenti também gravou duas músicas intituladas "Saci-Pererê": uma toada de Joubert de Carvalho, em 1918 e uma canção de J. Aimberê e Bide, em 1929.

Nas décadas seguintes, outros artistas recorreram ao tema, como Arnaldo Pescuma ("Teu olhar é um Saci", de Cipó Jurandi e Décio Abramo, 1930; Conjunto Tupy ("Saci-Pererê", de J.B. Carvalho, 1932; Mário Genari Filho (a polca "Saci-Pererê", 1948); Zé Pagão & Nhô Rosa ("Saci-Pererê", de Ivani, 1949); Inhana ("Saci", baião de Antônio Bruno e Ernesto Ianhaen, 1956); Edir Martins ("Saci-Pererê", marcha de Carlinhos e Galvão, 1957); a dupla Torrinha & Canhotinho (o cateretê "Saci-Pererê", 1959); Araci de Almeida ("Saci-Pererê", marcha de Henrique de Almeida e Rubi, 1960); Demetrius ("Rock do Saci", de J. Marascalco e Richard Penniman, 1961); e Clóvis Pereira ("Samba do Saci", de Osvaldo Nunes e Lino Roberto, 1963).

Em 1972,o compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim,compôs "Águas de Março", uma famosa canção brasileira que forma parte do álbum Matita Perê, lançado em 1973, no ano seguinte em dueto com Elis Regina foi lançada no LP Elis & Tom.

Em 1973, o grupo Secos & Molhados fez sucesso com "O Vira", de João Ricardo e Luli. A canção, que mencionava sacis e fadas, seria regravada mais tarde por artistas de estilos distantes, como Frank Aguiar, Roberto Leal e os grupos Falamansa e Cheiro de Amor.

Pouco depois, Kleiton e Kledir, então integrantes do grupo Almôndegas, compuseram "Canção da meia-noite", incluída na trilha sonora da telenovela "Saramandaia" (1976). A música, que acompanhava o personagem Professor Aristóbulo (Ary Fontoura) falava do "medo de ser um vampiro, um lobisomem, um saci-pererê”.

O saci continuou aparecendo em trilhas sonoras. No ano seguinte, para acompanhar a série televisiva "Sítio do Picapau Amarelo", Guto Graça Mello compôs e gravou "Saci". No especial "Pirlimpimpim" (1982), a canção para o personagem ficou por conta de Jorge Benjor ("Saci Pererê". A terceira versão do Sítio para a tevê incluiu, na sua trilha, "Pererê Peralta (saci)", de Carlinhos Brown (2001) e "Eu vi o Saci", de Marcos Sacramento e Izak Dahora (2006).

Outras gravações:
Ruy Maurity, "Sacirerê" (Maurity/Zé Jorge, 1984);
Gilberto Gil, "Saci-Pererê" (Gil, 1980);
Bia Bedran, "Quintal" (Bedran, 1992);
Ivete Sangalo, "Pererê" (Augusto Conceição/Chiclete, 2000);
Gal Costa, "Grande Final" (Moraes Moreira, 2004);
A Cor do Som, "Dança, Saci" (Mu Carvalho, 2006).
Flávio Paiva, "A festa do Saci" (Paiva/Orlângelo Leal, 2007).

Na música instrumental, as principais referências são o violonista Carlinhos Antunes ("Saci-Pererê", 1996), a banda Terreno Baldio (Saci-Pererê, 1977), Guilherme Lamounier ("Saci-Pererê", 1978) e o Quarteto Pererê ("Polka do Sacy" e "Liberdade Pererê", ambas no álbum "Balaio", 2010) [17]. O Quarteto Pererê já havia apresentado, em 2005, o espetáculo Saci Armorial, em que fundia a lenda com o universo literário do escritor pernambucano Ariano Suassuna

Jogos - O RPG O Desafio dos Bandeirantes inclui o saci entre as figuras mitológicas que podem enfrentar os jogadores[19].

No jogo de interpretação de personagens online e em massa para múltiplos jogadores brasileiro Erinia, o saci é um dos monstros que habitam as Grutas de Hur

Uso nas forças armadas - O saci, por suas características de esperteza e brasilidade, é o símbolo da Seção de Instrução Especial da Academia Militar das Agulhas Negras, localizada em Resende, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Uso no esporte - O Saci é mascote dos clubes: Sport Club Internacional e Social Futebol Clube de Coronel Fabriciano.

Dia do Saci - Em 2005, foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição a influências folclóricas estrangeiras, como o Dia das Bruxas.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Saci 


Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.
Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/folclore/saci-perere.htm

Beijo Saboroso

Ao te beijar não quero encontrar um abismo em tua boca
O que quero é um pomar com diversos sabores

- BeatrizNapoleão -

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Espalhando Amor


Hoje, numa das lembranças do Facebook vi uma postagem que compartilhei em 2011, o clipe da música Like a Stone, da banda Audioslave. Cliquei para ouvir. Fiquei ouvindo e olhando o Chris Cornell* cantar com aquela sua voz maravilhosa, e fui tomada por uma melancolia. E quanto mais eu ouvia a música, mais eu me envolvia neste sentimento. Vontade de abraçá-lo, de dar carinho, de dizer que me importava com sua dor, mas, isso já é inútil.
Isso fez eu lembrar de uma missa de cura e libertação, que fui semana passada; quando cheguei vi uma moça (ladeada por uma senhora e um rapaz), gritando o mais alto que podia em repetidas vezes, "Vocês vão pro infeeeeeerno! Vocês todos vão pro inferno!". Seus acompanhantes a seguravam, porque além de gritar, ela tentava levantar da cadeira.
Aquela cena imediatamente provocou um aperto no meu coração. Minha sobrinha que estava comigo, comentou que ela estava possuída, que era comum levarem pessoas assim para essas missas, na tentativa de serem libertadas. Sentamos distante, ela ficou fora do nosso campo de visão, mas ouvíamos bem os seus gritos. Todos que estavam ali ouviam. Só sei que, ela estando possuída ou que fosse algum distúrbio psicológico, a minha vontade era de ir até ela, abraçá-la e dizer, "Eu me importo com a tua dor! Jesus te ama e pede para eu compartilhar meu amor contigo!". Ela intercalava os gritos entre momentos de silêncio, mas cada vez que voltava a gritar, vinha esse impulso em mim, de passar uma energia de amor para ela.
Eu me sentia levitando, invadida de amor, carinho e compaixão, e em pensamento a abraçava e falava, Jesus te ama, sinta este amor, Ele vai tirá-la desse inferno! Assim, como ela nos amaldiçoava repetidas vezes, repetidas vezes, com toda a leveza do meu ser eu a abençoava. Era um sentimento antagonista; tristeza pelo estado dela, e gratidão por sentir que, eu havia recebido uma overdose dose de amor que transbordava.
Não foi a primeira vez que me senti assim, tem sido cada vez mais frequente. Quanto mais eu busco esse Amor, mais sinto necessidade de compartilhá-lo e de deixar um pouco desta energia por onde passo.

* Chris Cornell, 52 anos - vocalista da banda Audioslave. Sofria de depressão. Suicidou-se em 18/05 deste.

- BeatrizNapoleão -

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mãe das Palavras

Imagem: Google
Não! Não escrevo para te agradar, enganar ou te iludir
Muito menos para te ganhar ou perder
Nem mesmo para falar a verdade ou mentir
Às vezes, até pode ser para alguém me entender
Outras, para criar entretenimento
 Soltando o sentimento
Entretanto, há momentos que, escrevo porque as palavras me procuram
Sussurram em meus ouvidos, formando frases que clamam para existir
Da mesma forma que um espírito busca um útero que lhe dê um corpo
Algumas palavras me escolhem para formar um texto
Assim, são geradas nos meus ouvidos, 
Alimentadas e organizadas em minha mente 
E nascem pela minha mão
- BeatrizNapoleão -

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sem Desafio

Atalhos para mais rápido chegar
Retalhos para enfeitar
Baralhos em um jogo a desafiar

Tenho pressa de viver
Enfeito o meu querer
Mas não desafie o meu ser

Se te incluo na minha vida
Espero por ti ser querida
Não devo ser esquecida

Não irei continuar
Se fingires me esquecer
Como numa vida aborrecida
- BeatizNapoleão -

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Rendida

Imagem: Google
Tua boca tem gosto bom
Teu corpo cheiro que gosto
Teus braços proteção
As mãos habilidade 
Teu jeito atração
O sorriso felicidade
A voz melodia
Teus olhos luz
A mente seduz
Teu amor fantasia

Só você a mim fascina
Como se eu fosse uma menina
- BeatrizNapoleão -

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Livre para Amar

Imagem: Google
A ideia de ser amante de alguém não me agrada. Falo de amante no sentido de ser a outra, não a amante que ama e que é amada.
Amo a liberdade! Poder sair quando quero e para onde quero. Falar o que sinto sem constrangimento. Detesto ter que sufocar meus sentimentos. O que cultivo dentro de mim é muito lindo, não acho justo ficar escondido, guardado em mim, isso deve ser feito com sentimentos ruins, para não contaminar ninguém, os bons espalham leveza até em quem não os têm.
Ao estar caída por alguém, mesmo quando estou em público gosto do olhar apaixonado, ignorando o mundo ao redor, contudo, se em público estou os beijos devem ser suaves, que não chamem atenção. 
Gosto de abraço colado como se não fosse mais soltar. Gosto de andar de mãos dadas para não perder a sintonia. Gosto de rir de bobagens que deixam leve o coração. Gosto de antes de dormir ficar fazendo e recebendo carinho até o sono chegar, mesmo que esse carinho seja apenas ficar juntinho. Gosto de ver quem amo, todo dia, e o dia que não for possível, que fique de boa conversa ao telefone. Detesto cobranças, assim como não gosto de cobrar, entretanto, em qualquer relacionamento, é fundamental que se diga o que incomoda ou machuca, mas que seja dito em bom tom, para não desafinar a ligação afetiva.
Sendo assim, não posso me relacionar com alguém que não seja livre para amar.
BeatrizNapoleão

sábado, 5 de agosto de 2017

O Adeus do Pérola Negra

imagens: Internet
*07/01/1951 +04/08/2017

Ninguém matou Estácio
Mas Luiz morreu
Sem mais Melodia
Pérola Negra se foi

Usou suas sete vidas
Cedo demais

A morte não é só cega
Para calar essa voz
Deve ser surda também
(Beatriz Napoleão)

O por do sol vai renovar 
Mas não vai brilhar de novo o seu sorriso
Porém o libertou da areia preta e do 
Arco-íris cor de sangue, cor de sangue, cor de sangue
Super Carioca, super ele, super ele ...
No coração do Brasil

Na fada com varinha virou condão
De passo a passo, passou

Se alguém perguntar por ele
Diz que foi por aí
Levando um violão debaixo do braço
Se quiserem saber se ele volta não diga que sim

Até a juventude transviada e
O auxílio luxuoso de um pandeiro perderam o som
Nascimento vida e morte quem diria
Agora ele se transformou
Hoje é dia de chorar

Holliday é um dia de paz

Vá em paz, Luiz Melodia!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Limite do Amor

O amor quando apanha vai perdendo suas forças
Se apanha em demasiado entra em coma
Podendo chegar a óbito.
- BeatrizNapoleão -

Acreditar ou Sentir

Se existem algumas distâncias entre nós a maior delas é a maneira de Amar.
Talvez você nem acredite mais no amor, o que lhe deixa em dúvida do próprio sentimento, enquanto eu, não desisto deste forte amor que habita em mim, portanto, não é questão de acreditar, e sim de sentir.
- BeatrizNapoleão -