segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Destino

E o destino, está mesmo escrito?
E se ele está, como foram escritos os livros de nossas vidas; com lápis, caneta ou foram impressos?
O lápis facilmente é apagado. Se tivermos paciência e cuidado poderemos apagar sem deixar rasuras e, reescrever como acharmos que melhor nos convém.
Já a caneta precisa de uma borracha mais eficaz, mais força, perseverança e cuidado dobrado, e ainda assim, provavelmente ficarão marcas no papel.
Mas, a impressão... Essa não há como apagar. O autor dessas páginas quer que tudo seja como ele escreveu, nada pode ser mudado. 
Pelo que tenho observado ao longo dos anos de minha vida, fico tendente a crer que nossos livros foram escritos das três maneiras, incluindo algumas páginas em branco.
Nomearei a primeira de "destino lápis" (há sempre uma possibilidade de mudar): esse tipo de página foi escrita de uma maneira que, nos dá mais de uma opção. Além de vir com múltipla escolha ou reticência para que possamos completá-la, ainda podemos apagá-la e reescrevê-la. Uma curiosidade: essas páginas quando apagadas e/ou reescritas são criadas cópias, as originais permanecem em arquivos, futuramente, quando estivermos no plano superior, se necessário, elas nos serão mostradas para lembrarmos as opções que tínhamos e a escolha que fizemos.
A segunda será "destino caneta"; ela diz o que devemos viver, mas, através da oração é possível conseguir apagá-la, tendo a chance de reescrevê-la.
A terceira será "destino impresso"; essa é para ser como está. Não adianta oração pedindo que seja modificada (ore para aceitá-la), pois por uma razão que desconheço temos que vivê-la como ela é.
As páginas em branco são semelhantes às "destino lápis", a diferença é que, estão plenamente em nossas mãos, não fazem parte do destino, são o que chamamos de livre arbítrio. Nelas encontramos o acaso e, delas somos os autores, revisores, editores e impressores, porém, temos que ficar atentos, pois, não sabemos como a próxima página foi escrita ou será readaptada, mas muitas vezes será a consequência da que preenchemos à nossa maneira.
A vida é uma roleta-russa, nunca sabemos o que vem na próxima página. Portanto, o que depender de nós devemos nos esforçar para escrever o melhor que conseguirmos.
BeatrizNapoleão

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Gotas

                           Essas gotas que caem dos teus olhos
                           São provinientes de uma tristeza que guardas só para ti
                           Essas gotas que molham tua camisa
                           Simbolizam teu esforço na luta dessa vida
                           Essas gotas que permeiam teu pensamento
                           São fantasmas do que foi ferido em teu sentimento
                           Essas gotas sobre o teu corpo ao sair do banho
                           Levam-me a compará-las com a pureza do teu ser
                                              BeatrizNapoleão

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

No limiar da loucura

               "A loucura é vizinha da mais cruel sensatez"
               "Ela perdeu a noção do tempo e teve de ser libertada pelo vigia noturno.
                Mas libertar-se de uma forma de loucura a deposita em outra."
                (Clarice Lispector)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aviso

Amanhã é dia de nos falarmos. Não que esteja marcado é a saudade que está avisando.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não basta se fazer entender

Tentando melhorar meu inglês
Ainda que não domine nem o português
Se bem que falar sei bem
Entender o que leio também
Mas escrever...
Ah! Isso por mais que me esforce é difícil de aprender
Talvez pela mania de já querer saber
No lugar de procurar estudar
Todo o bê-a-bá

O português bem escrito dá gosto de ler
É de se encantar
Mas quando não se está nem aí
Para o que vai postar
O resultado é de arrepiar
No sentido de não gostar
BeatrizNapoleão