domingo, 15 de dezembro de 2013

Entendendo a Felicidade

Querer ser feliz, todos querem,
E vivem nessa busca.
Fazer por onde é que é!
Gostar de ser feliz, quem não gosta?
Mas poucos compreendem que, uma pessoa feliz também tem seus momentos de tristeza.
A felicidade que hoje aqui está amanhã pode faltar,
E a tristeza que vem tem seu tempo contado.
Há quem vá para longe a procura da felicidade,
E se afaste tanto de si que quando volta encontra a tristeza.
Aquela a quem procurava esteve ali e dali se foi,
Mas por se estar distante não a sentiu,
E ela para existir necessita do sentir.
Ser feliz não é para todos,
Porque nem todos entendem a felicidade.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ausência do EGO

Quando nós morremos não levamos conosco nada de material, nem mesmo nosso corpo, como também deixamos para trás nosso EGO. Abandonamos o "EU", o  "MEU", para que possamos viver em harmonia.

O viúvo ou viúva que se casa novamente, após a passagem para o outro plano não terá nenhum contratempo caso haja a convivência com os dois cônjuges, pois esses, perderão o sentimento de posse do outro.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aproveite o momento

O desejo que tenho de lhe ver
Não é o mesmo de lhe ter
A vontade de contigo estar
Não é a mesma de ficar
Pois, se hoje acho bom assim
Amanhã posso achar ruim
BeatrizNapoleão

Ilusão Paradoxal do Tempo

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Amor

O amor não tem cheiro
O amor não tem cor
Não tem idade
Não tem sexo
Não tem raça
Não tem preconceito
Não tem espaço
Não tem peso
Não tem medida
Não se vê
Não se compra

O amor é leve
O amor é democrático
O amor é ilimitado
O amor é prazeroso
O amor é imensurável
O amor é generoso

O amor se sente
Leva e trás carinho
Vive em qualquer lugar
É de um valor inestimável
Quem o tem luta para mantê-lo
Quem não o tem vive a buscá-lo
BeeatrizNapoleão

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Liberdade

Deixe-me livre!
Presa minha energia enfraquece e eu me tranco mais ainda nessa prisão. O meu amor comigo permanece não conseguindo chegar a lugar algum. Triste, desanimado, introspectivo, ele não se aventura, não compartilha. Observa a vida sem conseguir ir até alguém ou mesmo permitir que alguém nele viva.
Deixe-me livre!
Livre eu me encho de amor, tanto, que, passo a amar tudo que amável é, e a valorizar e amar cada vez mais quem não me tirou a liberdade.
Livre, minha energia reluz clareando até mesmo os obscuros.
BeatrizNapoleão

domingo, 20 de outubro de 2013

De olho no espelho


Sim, gosto de me dar bom dia de frente ao espelho!
Não para ver a beleza que algumas pessoas me atribuem (por questão de gosto ou gentileza), ela não aparece ali defronte a mim. A beleza que vejo é a vida, a satisfação, a simpatia - sim, isso eu vejo, simpatia, e isso me deixa mais simpática, pois correspondo esse ato com outro sorriso. Vejo através de uma mulher de 54 anos (ignorando suas suaves rugas) a mesma jovem de 18, pois, penetro no meu ser ao olhar para os meus próprios olhos. Não mudei quase nada em certos aspectos (em outros existem mudanças significativas), continuo sendo calma na maioria das situações, mesmo assim, permaneço inquieta, pensando mil coisas ao mesmo tempo, procurando o novo sem desprezar o antigo, gostando de aprender, valorizando e curtindo o que aprendo, amando muito a maioria das pessoas que me cercam, algumas nem tanto, umas poucas, preferindo manter distância. Vejo porque sinto, sinto o que sou, e sou o que mostro. Ainda que não mostre tudo de mim, sou o que alguém possa ver.
Sim, gosto de me ver no espelho, porque gosto de mim, e me vejo bem. Mas quando não estou bem, quando algo me abate e perco meu sorriso, vou ao espelho para alertar a urgência de uma mudança. Nesse momento posso não gostar do que vejo, mas, nada melhor do que falar a verdade olhando olho no olho. Aquela que está acostumada a me ver sorrindo protesta em argumentos convincentes, na ânsia de reverter a minha tristeza. Debatemos duramente, eu, na defesa a justificar o motivo do meu pesar, ela, a me provocar com questionamentos que me levem a uma solução, ou pelo menos ao planejamento dessa. Diz verdades que podem me machucar, mas me ajudam a reagir, mesmo que não seja uma reação momentânea, contudo, longe do espelho essas verdades me fazem "refletir" o que ouvi da mulher refletida a minha frente. E sei que, por mais duras que sejam suas palavras, ela só quer me ver sorrindo novamente.
BeatrizNapoleão

domingo, 13 de outubro de 2013

Beijo na boca

 
Que delícia é beijar na boca!
Lábios com suas maciez se acareciando, dançando para lá e para cá no mesmo ritmo, de música lenta ou rock in roll, convidando suas linguas a entrarem na dança para que a festa fique mais animada e saborosa.
Que delícia é beijar na boca! Mas esse beijo tem que despertar o gosto do amor, da paixão. Uma boca qualquer causa indigestão.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Destino

E o destino, está mesmo escrito?
E se ele está, como foram escritos os livros de nossas vidas; com lápis, caneta ou foram impressos?
O lápis facilmente é apagado. Se tivermos paciência e cuidado poderemos apagar sem deixar rasuras e, reescrever como acharmos que melhor nos convém.
Já a caneta precisa de uma borracha mais eficaz, mais força, perseverança e cuidado dobrado, e ainda assim, provavelmente ficarão marcas no papel.
Mas, a impressão... Essa não há como apagar. O autor dessas páginas quer que tudo seja como ele escreveu, nada pode ser mudado. 
Pelo que tenho observado ao longo dos anos de minha vida, fico tendente a crer que nossos livros foram escritos das três maneiras, incluindo algumas páginas em branco.
Nomearei a primeira de "destino lápis" (há sempre uma possibilidade de mudar): esse tipo de página foi escrita de uma maneira que, nos dá mais de uma opção. Além de vir com múltipla escolha ou reticência para que possamos completá-la, ainda podemos apagá-la e reescrevê-la. Uma curiosidade: essas páginas quando apagadas e/ou reescritas são criadas cópias, as originais permanecem em arquivos, futuramente, quando estivermos no plano superior, se necessário, elas nos serão mostradas para lembrarmos as opções que tínhamos e a escolha que fizemos.
A segunda será "destino caneta"; ela diz o que devemos viver, mas, através da oração é possível conseguir apagá-la, tendo a chance de reescrevê-la.
A terceira será "destino impresso"; essa é para ser como está. Não adianta oração pedindo que seja modificada (ore para aceitá-la), pois por uma razão que desconheço temos que vivê-la como ela é.
As páginas em branco são semelhantes às "destino lápis", a diferença é que, estão plenamente em nossas mãos, não fazem parte do destino, são o que chamamos de livre arbítrio. Nelas encontramos o acaso e, delas somos os autores, revisores, editores e impressores, porém, temos que ficar atentos, pois, não sabemos como a próxima página foi escrita ou será readaptada, mas muitas vezes será a consequência da que preenchemos à nossa maneira.
A vida é uma roleta-russa, nunca sabemos o que vem na próxima página. Portanto, o que depender de nós devemos nos esforçar para escrever o melhor que conseguirmos.
BeatrizNapoleão

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Gotas

                           Essas gotas que caem dos teus olhos
                           São provinientes de uma tristeza que guardas só para ti
                           Essas gotas que molham tua camisa
                           Simbolizam teu esforço na luta dessa vida
                           Essas gotas que permeiam teu pensamento
                           São fantasmas do que foi ferido em teu sentimento
                           Essas gotas sobre o teu corpo ao sair do banho
                           Levam-me a compará-las com a pureza do teu ser
                                              BeatrizNapoleão

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

No limiar da loucura

               "A loucura é vizinha da mais cruel sensatez"
               "Ela perdeu a noção do tempo e teve de ser libertada pelo vigia noturno.
                Mas libertar-se de uma forma de loucura a deposita em outra."
                (Clarice Lispector)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Aviso

Amanhã é dia de nos falarmos. Não que esteja marcado é a saudade que está avisando.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Não basta se fazer entender

Tentando melhorar meu inglês
Ainda que não domine nem o português
Se bem que falar sei bem
Entender o que leio também
Mas escrever...
Ah! Isso por mais que me esforce é difícil de aprender
Talvez pela mania de já querer saber
No lugar de procurar estudar
Todo o bê-a-bá

O português bem escrito dá gosto de ler
É de se encantar
Mas quando não se está nem aí
Para o que vai postar
O resultado é de arrepiar
No sentido de não gostar
BeatrizNapoleão

sábado, 31 de agosto de 2013

Por trás dos olhos

Olho nos teus olhos e vejo a profundeza do mar
Pergunto-me se neles mergulho o que irei encontrar
Com tanta profundidade suponho que há escuridão
Nesse caso, se mergulhar irei te amar
Ou sentir solidão?
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Que seja como quero!

Quanta insistência
Que devo fazer o
Que não quero

Quem de vocês sabe o
Que permeia meus
Queixumes

Queixo-me porque não
Quero o que é inconveniente a mim

Quero como quem
Quer um consolo, ou como
Quem quer correr
Quase sem querer, para evitar o
Que sofrer

Que seja assim, para ir contra o
Que assola o que
Quero
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Momento Clarice

Clarice viajava um pouco e lia muito, incluindo Proust, Kafka e a poesia de Emily Brontë, traduzida por Lúcio Cardoso:

Como ela me compreende, Lúcio, tenho vontade de dizer assim. Há tanto tempo eu não lia poesia, tinha a impressão de ter entrado no céu, no ar livre. Fiquei até com vontade de chorar mas felizmente não chorei porque quando choro fico tão consolada, e eu não quero me consolar dela; nem de mim.

(Clarice Lispector)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Paixão

 
Eu não sei se me apaixonei
Ou apenas perdi a razão
Será que
Me apaixonei porque enlouqueci
Ou
Enlouqueci porque me apaixonei?
Não sei
Mas sei que em meio a esta loucura
Me encontro nas alturas
E envolvida nesta insanidade
Vivo só felicidade
BeatrizNapoleão

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O Amor no seu limite

Se você quer meu amor e minha companhia faça jus a isto.
Não há problema que vez por outra tenhamos opinião divergente, contanto que saibamos ouvir um ao outro respeitando essa discordância. Podemos ter gostos diferentes - consigo viver bem com as diferenças -, naturalmente em alguns momentos tomaremos outros rumos para curtirmos aquilo que é bom para cada um. Você pode até ser impaciente, estressado..., pode ter mil e um defeitos, no entanto, se formos amigos conseguirei conviver com todos eles. Mas, não grite comigo! não me desacate!, não venha com cobranças! não fale mal de mim! não fale mal dos meus amigos! não afirme que eu pensei ou agi de acordo com o que você colocou na sua cabeça, por insegurança ou por ser o que você faria, quando a verdade é outa! não me agrida! não me traia! Pois, estes são atos que vindo de quem eu quero bem me desestruturam, com isso, posso até continuar amando, sendo amiga, mas não conseguirei conviver. Terei que manter distância, caso o contrário o amor irá sendo substituído pela irritação, desgosto, mau humor, enfim, pelo desprazer.
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Quem Sabe


Quem sabe eu vejo
Quem sabe é desejo
Quem sabe eu quero
Quem sabe só espero
Quem sabe sou contra
Quem sabe me encanta
Quem sabe é alegria
Quem sabe nostalgia
Quem sabe é passageiro
Quem sabe desespero
Quem sabe é infinito
Quem sabe está escrito
Quem sabe é amor
Quem sabe estupor
Quem sabe é asneira
Quem sabe brincadeira
Quem sabe cansa
Quem sabe é criança
Quem sabe é agonia
Quem sabe ventania
Quem sabe eu brigo
Quem sabe me desligo
Quem sabe é confusão
Quem sabe dou razão
Quem sabe eu fale
Quem sabe eu me cale
Quem sabe eu mude
Quem sabe me ilude
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 22 de julho de 2013

E se eu...

Se eu tivesse nascido em Londres?
Se eu tivesse 30 anos?
Se eu tivesse 1.70m?
Se eu tivesse cinco filhos?

Se eu soubesse falar francês?
Se eu tivesse feito aula de canto?
Se eu soubesse pintar?
Se eu organizasse minha vida?

Se eu for assaltada?
Se eu morrer jovem?
Se eu perder meu emprego?
Se meu amor me trair?

Se eu ganhar na loteria?
Se eu morasse em Paris?
Se eu participasse de um grande feito?
Se eu casar com ele?

A vida é feita de possibilidades,
Entretanto,
O que passou não mudará,
Ficar imaginando
Um "se" diferente no passado
É um caminho que
Pode levar à tristeza
Mas,
O "se" de agora
É positivo cogitar, questionar
Não ter só o plano A
O plano B nos dá mais segurança
Caso algo errado ao A
Venha acontecer
Contudo,
O "se" de amanhã
Em parte será o resultado
Das nossas escolhas de hoje
Em parte da força do destino
Sendo assim,
Não vamos pensar no que
Poderá nos trazer infortúnios
Quando não está em nosso domínio
Vamos canalizar nossa imaginação
Para o "se" que depende de nós
E, nossa vida melhorar
BeatrizNapoleão

Quero-te!

Quero-te!
Ainda que não te conheça
Basta saber teu nome
E conhecer teu rosto

Pouco sei do teu gosto
(Terei tempo para saber?)
Mas agora só sei que
Quero-te!

Vendo-te de longe
Eu não sabia que a te queria
Mas de perto
Vi que isto é certo

Só não é certo saberes que
Quero-te!
E em meio a tudo isto
Como dizer-te?
BeatrizNapoleão

domingo, 21 de julho de 2013

Capotes Pretos na Terra Marfim - Traços Simples

(Marcelo Lemos/Zéis)

https://www.youtube.com/watch?v=g9awy488hF4

O tempo vem nos levar
Mais um pouco deixaremos de ser
O que somos. E o que deixaremos?
O meu filho é quem vai poder me salvar
Ser abrigo um descanso para o olhar
E tudo que era enfim vai poder se realizar
Eu vou desenhar você com lápis de colorir
Traços simples vão guardar aquele dia feliz
E o que não couber no papel não é preciso apagar
Pois sei que no final sempre cantaremos juntos
Sempre cantaremos juntos...
(aquela valsa que nós dois inventamos,
aquela música que nós dois criamos,
naquela data que nós dois inventamos)

domingo, 14 de julho de 2013

Amigos

Amigos, presente divino
Amenizam nossas ansiedades
Diferenças sem encrencas
Amizade, nos dá felicidade
Compartilhamos nossas vivências
Mesmo quando contemos nossas fatalidades
O que importa é manter a convivência
Cada um de acordo com a sua vontade
Respeito e confiança
Aumentam a intimidade
Nada de exigências
Que nos tire a liberdade
Amizade é a existência
De um mundo em irmandade
BeatrizNapoleão

domingo, 30 de junho de 2013

Amor à Pátria

O medo se instalou insistente
Mas abrimos os olhos de repente
O medo do que vivemos nesta ocasião
No entanto, nos permitimos uma reação

Injustiça, desigualdade, impunidade
Falta de amor, limite e de oportunidade
Excesso de arrogância, egoísmo e descaso
Levando uns à revolta, outros ao marasmo

Muitos condenam abertamente
O mesmo que fazem sorrateiramente
Não sei se a maioria ou a minoria
Mas presenciamos isso dia após dia

Contudo, ainda persiste quem mantem a razão
Sem deixar de ouvir a voz do coração
Com uma marcha de paz exige que a Nação
Mude a atual situação

Ética, moral, cidadania, justiça e respeito
É o que resulta no melhor efeito
Vamos mudar nosso País
Para termos um final feliz
BeatrizNapoleão

sábado, 15 de junho de 2013

Amor-Perfeito


Queres um amor perfeito, ou achas que quem o procura, só machuca o coração?!
Todo amor é perfeito, mesmo que tenha defeitos que o leve a imperfeição, desde que exista respeito, que cada um tenha direito de dizer sim ou não.
O amor é perfeito pelo simples fato de causar a união, mas como não é perfeito pode ter o efeito de pura ilusão.
Amor perfeito sem defeito só mesmo o amor-perfeito, que se colhe do chão. Os demais têm momentos de fraqueza e, com certeza podem ter a proeza de vir com ou sem paixão.
BeatrizNapoleão

sábado, 11 de maio de 2013

Deixando de ser

No passado ele já foi e já teve muita coisa.
Hoje, vive a lembrar dos seus tempos áureos e,
Tenta imaginar o que um dia poderá ter!
Com isso deixa de hoje ser.
BeatrizNapoleão

domingo, 5 de maio de 2013

Sem Lei

País de bang bang
Um mundo de sangue
Preso o cidadão
Livre o de arma na mão
Alguém já perdeu
O que há pouco era seu
Para um "cidadão"
Rápido em sua ação 
Estado de revolta 
Não se sabe quem à casa volta
Por um momento a esperança aflora
Quando ignora o mundo lá fora
Alguém insiste
Mas por fim desiste
Por ver a atrocidade
Que vive esta cidade

Não dá mais
Queremos a paz,
Agora é nossa vez
Por isso um grupo se fez

Chegou a hora de combater
Unidos na paz iremos vencer!
BeatrizNapoleão

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Em busca de sentido

Viktor E. Frankl (psiquiatra), foi prisioneiro na Segunda Guerra Mundial durante longo tempo em campos de concentração. O pai, a mãe, o irmão e a esposa morreram nos campos ou em crematórios. No livro "Em busca de sentido" descreve a experiência que o levou à descoberta da logoterapia.

A hora é esta!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Desabafo Reprimido


A boca calada
E o estômago a gritar
A boca selada
E a cabeça a girar

O coração agitado
E os olhos a evitar
Os pensamentos presos
Impedidos de a te falar

Um leve sorriso
Tentando disfarçar

O que já não dá mais pra segurar
BeatrizNapoleão

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Parto do Céu


Fez-se noite em pleno dia
Ocorre uma grade ventania
O céu carregado de nuvens
Brancas e leves eram outrora
Cinzas e pesadas são agora
Como uma mulher grávida ao dar a luz
Rompe a bolsa
O conteúdo dessa bolsa deságua sobre nós
Mas, ao contrário da mulher
Seus filhos tardarão a nascer
Porém, verdes irão crescer
E com a água desse parto
Rios ficarão fartos
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Alugo


Alugo meu sorriso.
Você poderá obtê-lo em minha casa, caso eu lhe convide, ou na sua, se convidada eu for. Pode ser no trabalho, cinema, restaurante, supermercado, ou em qualquer lugar.
Alugo no primeiro momento, pois se me deres o teu sorriso como pagamento, terás o bônus de minha gentileza.
BeatrizNapoleão

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sonhar

Sonhar em viajar
Viajar pra qualquer lugar
Lugar de concretizar
Aquilo que você sonhar

Sonhar o aparente impossível
Um lugar que seja tangível
Realizar no mais alto nível
Tudo que for possível
BeatrizNapoleão

terça-feira, 2 de abril de 2013

A confissão da leoa


"Ninguém mais do que eu amava as palavras. Ao mesmo tempo, porém, eu tinha medo da escrita, tinha medo de ser outra e, depois, não caber mais em mim."

"Escrever não é como caçar. É preciso muito mais coragem. Abrir o peito assim, expor-me sem arma, ser defesa..."

"Preferir não era um verbo feito para ela. Quem nunca aprendeu a querer como pode preferir?"

"Quero, sim, ausentar-me de mim. Dormir para não existir."

"Só as pequenas loucuras nos podem salvar da grande loucura.

"Quanto mais vazia a vida, mais ela é habitada por aqueles que já foram: os exilados, os loucos, os falecidos."

"Tem medo de si mesmo. Tem medo de ser caçado pelo animal que mora dentro de si."

"Do caçador desconfie, admitiu. Não porque o caçador seja mentiroso. Mas porque a caça tem a verdade de uma dança: corpos fugindo da sua própria realidade."

(A confissão da leoa - Mia Couto)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Planeta Água

http://www.youtube.com/watch?v=xzh0j4xt7io

Música de: Guilherme Arantes 

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra

Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população 
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água

quarta-feira, 20 de março de 2013

O que me sustenta

Tire a religião de mim e eu continuarei. Tire Deus de mim e eu desabarei.
BeatrizNapoleão

terça-feira, 19 de março de 2013

Nada a dizer

Digo nada
Nada digo
Calada estou
Calada fico

Sorrio
Dou gargalhada
Mas continuo
Sem dizer nada

Olho de um lado
Olho do outro
Não vejo porque falar
Mesmo que pouco

Se alguém me confiou um segredo
Devo mantê-lo assim mesmo

Há histórias que são veladas
Pois permaneço de boca fechada
BeatrizNapoleão

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sem Adeus

Se algum dia irás voltar
Não diga adeus
Pois um dia contigo vou estar

Se jamais voltarás
Não diga adeus
Pois esse adeus não irei suportar
BeatrizNapoleão

sábado, 16 de março de 2013

O Tempo

Não corra pela vida para fugir do tempo 
E sim, corra com o tempo curtindo a vida
O tempo é fatal,
Entretanto não lhe deseja o mal
Porém, com sua própria velocidade
Lhe atribuirá mais idade
Ele também lhe trará tristeza
Ou mesmo felicidade
Em outros momentos será só gentileza
Isso faz parte de sua arbitragem
Também de nada adianta ficar contida
 Visto que, essa é a lida do tempo até a sua partida

Não! Não fuja do tempo, pois inútil seria
Viva seu tempo em busca de paz e alegria
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 1 de março de 2013

Biá


Biá
Belatriz,
Mesmo que seja por um triz,
As lágrimas da saudade não acalçarão nada daquilo que eu te fiz
Assim seguiremos
Vou contigo
Pode ser aqui ou acolá
Tente novamente me abraçar
Te amo
Beijos na Samantinha...
"Chico Pio"

Dormindo em Paz

                                                                                          Foto: Internet
Entre dormindo e acordada, lutando para me entregar ao sono,
escuto uma voz: - Que cor?
Outra responde: - Branco!
Abro os olhos e percebo que havia adormecido.
Então penso: "Branco é a cor da paz".
Fecho os olhos e durmo tranquilamente.
BeatrizNapoleão

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pedaço da Grandeza

Não sou inferior a Deus, e sim, parte Dele. Mas, se me retiro Dele torno-me insignificante.
BeatirizNapoleão

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Meu irmão Chico Pio


Inquietação e rebeldia fazem parte do seu dia a dia
Bondade e compaixão fazem parte do seu coração
Bem querer e sinceridade fazem parte da sua amizade
Talento e composição fazem parte da sua profissão

Diz o que quer, quando quer, a quem quer
Sem pensar se vai enfrentar ou magoar
Expressando os pensamentos e sentimentos
Na ânsia de ser atendido ou entendido

Pode dar uma mão
Mas nunca o violão
Desse tem ciúme desmedido
Só confiando a um grande amigo

Muito do que lhe pertence
Contigo não permanece
Pois passa para frente
A quem de ti merece

Família é para o dia
A noite é da boemia
Mas noite e dia é para criação
Assim também com o violão

Meu querido irmão
Lhe amo de paixão

Mais tenho a dizer
Mas muito mais é o meu bem querer
Aqui termino a poesia
A espera de uma melodia
BeatrizNapoleão

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Palavras sem Palavras

Palavra escrita
Palavra falada
Palavra cantada
Palavras sem palavras
Palavras em linguagens
Linguagem corporal
Linguagem animal
Linguagem...
Dos movimentos
Dos sentimentos
Dos odores
Dos amores
Dos poetas
Dos profetas
Da mocidade
Da malandragem
Em melodia
Em fantasia
Das artes
Em toda parte
A linguagem que se pretende
Àquilo que o outro entende
BeatrizNapoleão

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um Vestido em Paris

Depois de 15 anos de casados resolvemos fazer mais uma lua de mel e, dessa vez escolhemos Paris.
Como não poderia deixar de ser, foi uma viagem inesquecível, mas, hoje me restringirei a contar sobre uma noite em especial.
Fizemos reserva no famoso Cabaret Lido, que fica na mais famosa ainda, Champs Elyséss. Lógico que escolhi uma roupa à altura. Nada melhor para o local que, um belo vestido preto, com um decote generoso nas costas e alças de strass em vê indo até a cintura. Se ali iríamos encontrar mulheres chiques, sexes e bonitas, eu seria uma delas. Isso massageava o meu ego, e com certeza deixaria meu marido orgulhoso.
Bem, estava frio, era necessário um casaco, mas esse, seria retirado quando lá chegasse. E assim foi.
Tudo era estréia para mim: Paris; Lido; e o vestido.
Ao entrar no Cabaret fiquei encantada. Estava tão feliz em conhecer aquele lugar! Como é mesmo o nome de quem nos recebe para guardar nossos casacos? Não importa! Quando ainda me encontrava inebriada por estar ali, aquele homem se aproximou de mim e, enquanto o escuto falar: "Madame, licence?" Concomitantemente suas mãos já estavam a retirar o meu casaco. Jamais imaginei que o vestido resolveria abandonar o meu corpo e tão vorazmente se jogaria no chão - ainda bem que eu usava uma calcinha digna das dançarinas do Lido. Eu não o conhecia, não sabia que ele era dado a isso. Se ao menos no quarto do hotel ele tivesse ensaiado, neste momento constrangedor eu rapidamente o teria segurado, antes que se distanciasse dos meus seios. Mas não! Quando dei por mim ele estava aos meus pés. Num só instante deixei de ser observadora, e dezenas de olhos se dirigiam para onde eu me encontrava. Como uma estátua falante eu dizia para o meu marido "pegue o meu vestido!", mas ele se transformou numa estátua sem voz. Alguém chegou a perguntar se eu era dançarina de lá, então o "guarda-casacos" enquanto levantava o vestido respondeu que não.
Acredito que se estivéssemos no Brasil teríamos ido embora, mas, estávamos em Paris! Repus o vestido em seu devido lugar e fomos assistir ao show. Contudo teve um porém, tive que prometer nunca mais usá-lo.
Bem! Melhor perder uma roupa do que o marido. Vestidos bonitos e finos encontro em vários lugares do mundo. Um marido como o meu é insubstituivel.
BeatrizNapoleão

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Após o Carnaval

Carnaval, folia
Carnaval, fantasia
Carnaval, mocidade
Carnaval da saudade

Carnaval dos namorados
Dos abraços apertados
Carnaval dos mascarados
De beijos encantados

Carnaval quando termina
A menina desatina

A vida continua
Na sua forma nua e crua
BeatrizNapoleão

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Impossível Dormir


Como dormir quando a noite chama as palavras que, ficam a falar em meus ouvidos, provocando meus pensamentos a filosofarem, não deixando que eu adormeça?
BeatrizNapoleão

Nossa força vem de Deus


Deus não precisa de oração. Mesmo que toda a humanidade pare de orar, ainda assim, o Seu poder permanecerá e, o Universo continuará em harmonia. Mas, se não orarmos para que hajamos como Ele determinou quebraremos nosso vínculo com o Universo, e esta quebra nos enfraquecerá, pois o elo que nos une será destruído.
BeatrizNapoleão

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Faça Acontecer

Inquieta nessa quietude
Aguardando que algo mude

Querendo entender
A negação do acontecer

Cansada de esperar
O que tarda a chegar

Tens tu que mudar
Se algo estás a almejar

Tome uma decisão
Parta para a ação
BeatrizNapoleão

sábado, 19 de janeiro de 2013

Falso Amor

Na tua boca a poesia
Palavras que aquecem
No coração o que esfria
Atos que enlouquecem

O que é dito
Eu acredito
O que é feito
Vem em defeito

De que vale o querer
Se não sabes ter

Aprende a ser inteiro
Nada de metade
Tens que ser verdadeiro
O amor não conhece falsidade
BeatrizNapoleão

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Documentário

Nós que aqui estamos por vós esperamos
Documentário brasileiro de 1998, dirigido por Marcelo Masagão.
Foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem.

http://www.youtube.com/watch?v=maDnJcVbAoQ

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Infância - Mundo Encantado


No quintal da casa onde vivi a minha primeira infância havia muitas árvores.
Eu brincava de casinha na areia sob a sombra do limoeiro, tão belo e frondoso. Meu pai tinha um cuidado especial por ele; Lembro que ele gostava de aguá-lo. Ali eu cozinhava, passeava, era criança, era mãe. Era feliz, como era na vida real.
Morei naquela casa até os oito anos. Hoje imagino qual a altura real daquela árvore, que na época era tão mais alta que eu.
Nos intervalos das brincadeiras colhia frutas e as comia ali mesmo. Gostava de sentir o sabor doce-azedo da cajá-umbu, como também das seriguelas bem vermelhinhas e doces e da minha fruta predileta, sapoti. Não via graça na bananeira nem no pé de graviola, mas como adorava comer banana e tomar suco de graviola, quando estava dentro de casa não dispensava nenhuma das duas.
Dos três sapotizeiros elegi um como o meu favorito. Não estava em questão se era o que dava os maiores ou melhores sapotis - apesar de deliciosos -, mas o melhor para subir e brincar; era o mais frondoso, sua  copa era vasta. Lá em cima brincava de costurar: onde eu sentava o galho era grosso, resistente e inflexível, servindo de banco; em frente a mim, na altura da minha cintura estava o que eu via como minha máquina e, abaixo tinha um galho bem flexível que era o pedal, pisando nele meu pé se divertia subindo e descendo ligeirinho, dava para eu ouvir o barulho do motor da máquina. As folhas eram os tecidos, e os galhos mais finos e pequeninos, as agulhas. Costurei tanta roupa!
Esse sapotizeiro também servia de ponte para subirmos no telhado da dependência que ficava fora da casa.
Brincar com meus irmãos: de esconder no escuro; de pega-pega; de bang-bang; de teatro, foi viver maravilhosos e inesquecíveis momentos, mas, como eram mais velhos que eu já não penetravam na fantasia à minha maneira. Muitas vezes brincava sozinha viajando para vários mundos sem sair dali. Empurrar um pedaço de tijolo fazendo marcas na areia era carro andando na estrada, tomar banho de bica em dia de chuva era estar debaixo de uma cachoeira, ou entrar num tambor de metal de 200 litros cheio de água era estar numa piscina.
Aquele quintal com o seu pomar fora o meu parque de diversões, meu conto de fadas.
Tudo era muito espaçoso e grande, mesmo sem grande ser, pelo menos, para quem nasce e mora numa casa até os oito anos de idade e nunca mais volta, as dimensões que ficam na memória com certeza não são as reais. Porém, uma coisa é certa: o tamanho da casa e do seu quintal pode não ser o que ficou em minhas lembranças, mas é a pura realidade que, ali vivi meu mundo encantado.
BeatrizNapoleão