domingo, 27 de fevereiro de 2011

Davi e Ben

Tão pequeninos,
E tão grande é o amor.
Tão pequeninos,
E tão grande é a dor.
Tão pequeninos,
E tão grande é a esperança.
Tão pequeninos,
E tão grande é a fé.
Tão pequeninos,
E tão grande é a certeza
De um lindo amanhã.
Beatriz Napoleão (26/02/11)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amor Insuficiente

Não, não é suficiente!
Beijá-lo, não é suficiente.
Abraçá-lo, não é suficiente.
Tê-lo por horas, em alguns dias, não é suficiente.
Tua inconstância me distancia do amor.
Assim, não posso amá-lo.
Não o amor suficiente para querer tê-lo.
Só o amor "temporal"; quente ou frio.
Quando quente, o quero comigo.
Quando frio, até pensar em ti, me desagrada.
Amá-lo?! Não consigo evitar.
Mas, também, não consigo evitar te repelir.
Isto depende de teus atos ou omissões.
Sabe! Não vale a pena nem explicar.
Porque, nada mais é suficiente.
Esta insuficiência me insatisfaz,
E esta insatisfação busca esquecê-lo.
Beatriz Napoleão (01/03/08)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Recaida

Como vai ser tua vida sem mim?
Sei que viverás muito bem,
Mas, o que farás quando apertar a saudade
Daquilo que tanto gostas em mim?
Os meus beijos,
O meu carinho,
A minha alegria,
O meu amor?
Como te sentirás?
Beatriz Napoleão (jan/10) 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Vida Continua

Por que nossos entes queridos se vão?!
Mesmo sabendo o porque nossos corações sempre irão reclamar.
Sabemos que chegamos com hora marcada para partir. Mas não temos a hora, nem data, nem local, nem mesmo qual será o instrumento que irá nos tirar deste mundo. Aprendemos que é certo esse rompimento: Ou deixamos todos, ou alguns nos deixam.
Então, por que permitimos o envolvimento, se sabemos que um dia a cruel dor chegará?
Porque, pior que essa dor que nos deixa sem controle; que nos faz pensar que nada mais nos dará prazer ou alegria; essa dor que nos tira as cores; a leveza; o sorriso; que nos traz a tempestade; o terremoto; sacode nosso interior até nos deixar desnorteados, com o ouvido no silêncio; a boca que se cala; os olhos que não mais vêem, e erroneamente achamos que  o coração ficou com um espaço vazio, e nesse momento esse vazio fica maior que qualquer espaço preenchido dentro dele. Até porque nosso subconsciente entra em pânico a imaginar que, um dia muitos outros compartimentos do coração estejam desocupados. Nessa hora bate o pessimismo e vem o pensamento que, todos os inquilinos que ali residem, partirão para bem longe.
Pior que essa dor, esse vazio momentâneo é o eterno vazio de não amar, a frieza da falta de sentimento. Quem um dia chora essa tristeza, é porque esse alguém lhe deu incontáveis momentos de alegria. Então dia a dia, ao chorar essa ausência, vem as boas lembranças que aumentam nosso pranto. Passamos intermináveis momentos de tristeza, até percebermos que aquele lugar tão especial dentro de nós não ficou nem ficará vazio, pois, podemos não ter mais a presença física, mas o sentimento de bem querer jamais nos abandonará.
Com isso, juntamente com a eterna saudade, percebemos que voltamos a ouvir, a falar, a ver, pois guardamos aquela dor num lugar secreto e, - mesmo que, possivelmente de tempos em tempos ela consiga sair do seu lugar, embora enfraquecida, e volte a nos machucar -, conseguimos resgatar a felicidade. Com um coração cheio de boas lembranças e aberto para amar os que ainda estão por vir.
Beatriz Napoleão (23/10/10)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cores Que Me Cercam

Lá acima, além da janela, ele passa com dezenas de pessoas, penetrando no branco que antecede o azul.
 
Aqui, abaixo da caneta que desliza, o azul se mistura compondo o branco.
    
Na cabeça da menina, uma mescla de caramelo com raios de sol, que o vento espalha suavemente brincando em seu rosto.
    
Aqueles pés, ora pisam no preto, ora no branco.
   
Nas minhas unhas, o vermelho plagia o líquido vital.

Um casal tão juntinho, parece leite com chocolate que permanecem heterogêneos.
    
Por trás das grades de ferro, observo revoltada, as asas verdes e amarelas num balé frustrado a sonhar com um voou.

Ao te olhar vejo um azul do mais belo céu com um buraco negro. 
Beatriz Napoleão (02/02/11)