quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Aprendendo a Viver

A vida nos prega peças, independente do que somos ou da idade que temos. De repente... ela nos vira de cabeça para baixo.
Então aquela jovem se viu como nunca imaginou.
Pensou em não ir, mas mudou de ideia. E quando ela chegou, na esperança de vê-lo pela última vez, olhou para aquele corpo, fez uma oração, e saiu decepcionada. Não tinha de quem se despedir, ele não estava mais lá. Ali havia apenas um corpo frio e inerte, que um dia abrigou um ser cheio de amor. E quanto amor lhe dera! Com as lágrimas a rolar pelo seu rosto, sorriu com um consolo: ele se foi, mas me ensinou a amar, e seu amor jamais sairá de mim!
Beatriz Napoleão 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Jardineiro

Jardineiro, jardineiro!
Se afastou deste jardim.
Que devido tua ausência já criou até capim.
Porém, mesmo à distância não desistes desta flor,
Sempre vives cultivando, para que não perca a cor.

Jardineiro, jardineiro!
Por que tens que cultivar?
Para olhar esta beleza,
Ou tu queres namorar?

Jardineiro, jardineiro!
Esta flor já te esquecia.
Colorida e com perfume, a viver com alegria.
Se insistes com ardor, volta a hera do amor.

Jardineiro, jardineiro!
Por que voltas ao jardim?
Já não basta tanto mato,
Que tu deixas sempre assim?

Jardineiro, jardineiro!
Se tu queres retornar,
Limpa tudo até o fim!
Se não plantas tua muda,
Muda para outro jardim!
Beatriz Napoleão 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sorriso, só sincero

Posso não querer sorrir por estar triste, com dor, raiva..., mas, se encontro alguém que julgo merecer um sorriso, peço emprestado às minhas lembranças para pelo menos esboçar entre os lábios um traço com uma leve curva - o que será sincero. Mas há quem não mereça nem uma linha fina esticada. E fingir é que eu não vou!
Beatriz Napoleão