quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tal Mãe, Tal Filha

Nos amamos muito, mas para um bom convívio é preciso mais que isto.
Nos entendemos.
Nos respeitamos no que não nos entendemos.
Nos suportamos sem implicância naquilo que não gostamos na outra.
E quando tendemos a nos confrontar,
Logo procuramos um caminho para acalmar.
Sabemos tirar sarro uma com a outra sem ofensas, só para divertir.
Se ela está com TPM, ôpa! Hora de distanciar.
Se eu estou com enxaqueca, hora de silenciar.
Chamamos atenção quando uma está a deslizar.
Que fica a ouvir, mesmo que depois procure se justificar.
Mas, curtimos mesmo é um carinho.
E há uma confiança mútua.
Gosto semelhante nas artes.
Quando assistimos um filme que a outra ainda não viu,
Somos capaz de visualizar o tipo de emoção que este irá provocar.
Se conhecemos um músico ou uma banda nova,
Já sabemos se a outra irá gostar.
Se uma peça de teatro nos agrada, logo queremos à outra indicar.
No dia a dia respeitamos o limite da privacidade.
Quando distante buscamos a proximidade.
Possuímos uma energia da mesma fonte.
Um olhar com o mesmo prisma.
Procuramos tentar entender o outro.
Queremos um bem danado a muita gente.
Amamos fácil, mas não banalizamos o amor, ele é hiper valorizado.
Sim, há uma hierarquia de mãe para filha,
Mas, quando o respeito é posto em prática nas duas vias,
Esta fica quase imperceptível.
Através de mim ela veio ao mundo,
Através dela ganhei "filhas" e "filhos" supostos.
É por estas e outras que, apesar dos prós e contras,
Há tantas confidências,
Tantos risos,
Tanto prazer em conviver.
Beatriz Napoleão