segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Droga Recomendada

Há músicas que agem em mim como uma droga. Não a de farmácia, mas, a ilegal. A vantagem é que esta: não é ilegal; não gasto um só centavo ouvindo as que tenho em casa; e não tem contra-indicação para nenhuma idade, portanto, não prejudica a saúde, muito pelo contrário, faz bem pra caramba!
Ouço com todo o corpo, não apenas com o ouvido. Mal começo a escutá-las inicia uma sensação de embriaguez moderada. O coração bate mais rápido e a circulação sanguínea acelera; a respiração fica mais forte; e é produzida uma grande quantidade de endorfina. Fico muito mais alegre. Fecho os olhos e sorrio curtindo a lombra.
As calmas, me dão leveza. Tenho a sensação de estar flutuando - mesmo com o sangue percorrendo numa velocidade supersônica. Talvez por isso mesmo, sinta tanta vontade de voar. 
As agitadas, me deixam elétrica. Creio que cada nota toca diretamente nos átomos, brincando com os elétrons e os prótons. É quase impossível ficar parada. 
Vez por outra, na intimidade de casa, gosto de selecionar as músicas de acordo com o que estou fazendo e do meu estado de espírito. Então, escuto uma por uma, deixando que eu seja carregada por essa energia que é liberada. Alguns momentos não resisto: posso estar lendo, escrevendo, trabalhando no que quer que seja, paro só para dançar. Saio dançando, tentando acompanhar o seu ritmo enquanto ela percorre por todo meu corpo. Tenho que aproveitar o momento, se deixar para depois, quem sabe a vontade passe!
É por isto que recomendo essa "droga". 
Como dizia Artur da Távola:  "Música é vida interior; e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão".
Beatriz Napoleão (01/12/2010)