domingo, 13 de junho de 2010

Com as Rédeas nas Mãos

Estava lendo, Quando Nietzsche Chorou, na parte em que o Dr. Breuer e Nietzsche caminham entre árvores, conversando sobre sonhos e seus significados. Nietzsche lembrou de um sonho que teve aos seis anos, um ano depois da morte de seu pai... Bem! Achei que não era possível alguém lembrar de um sonho que teve na primeira infância. Por ironia, no mesmo instante, lembrei de um sonho que tive por volta dos meus seis a sete anos. Eu era uma borboleta e sobrevoava sobre um caixão onde jazia meu corpo. É! Assim como Nietzsche, eu nunca esqueci este sonho, apenas era uma lembrança adormecida.
Não foi um sonho fúnebre. A borboleta era bem colorida, o caixão de vidro transparente - como o da Branca de Neve - cercado de verde, pois, se encontrava no quintal de minha casa, onde havia diversas árvores frutíferas, e era um lindo dia de sol com céu azul e nuvens brancas.
O que significou este sonho?
Que eu estava mudando de vida?
Meu corpo no caixão de vidro era meu casulo?
Estava findando, morrendo minha primeira infância, onde eu era muito dependente, e a partir dali "com asas agora", eu poderia ter mais domínio em meus atos?
Será que o inconsciente de um ser ainda tão pequeno já consegue ir tão longe?
Não sei se por influência deste sonho tomei gosto pela liberdade, e me transformei numa adulta que tem o controle da própria vida.
Beatriz Napoleão (14/05/07)