segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Viajando entre artes

Esta terra castigada.
Castigado é o sertão.
Esta terra que me agrada.
Agrada a mim, desde então.
Este então que vejo seca,
E no meio desta seca
Umas flores em pendão.
Isto é pura exceção.


A boiada que passa.
O gado magro sem perdão.
Tudo cinza,
Muito cinza,
Mas ao longe um belo lago,
Ao redor verde limão.


À direita e à esquerda
Serras e morros como cordilheira anã.
Verdadeiras obras de arte,
Que emanam atração,
Atraindo-me como canção.
Lá acima de um morro
Uma casa alegria,
pois de longe avistamos
a pintura em harmonia.


Galhos secos, galhos secos.
Pedregulhos pelo chão.
Terra cor de graveto,
Entristecendo o coração.
Um incêndio há pouco tempo,
Controlado, embora o vento.


Minha vista outra casa avista.
Essa não tem felicidade,
Pois é longe da cidade e
É feita camaleão,
É da cor da região.


Carnaúbas em meio d'água,
Uma miragem cercada de tons cinzas.
Carnaúbas verdes, carnaubal,
Destacando na secura sem igual.






Árvores sem vida: arte moderna.
Uma beleza entristecida,
Como uma peça dramática,
Cheia de tristeza e no fim, morte certa.





Sol a pino, céu azul, e nuvens tão brancas,
Provocando um clarão,
Realçando a paisagem,
Dando às cores belas tonalidades.






Curva vai, curva vem.
Sobe e desce, e tudo bem.
Numa estrada longa e boa,
Que vai dar mais além.



Seco, seco, seco, verde.
Seco, seco, seco, verde.
No horizonte as montanhas.
Por mais que eu tente,
Não consigo retratar
Esta galeria de arte que é meu Ceará.

BeatrizNapoleão (01/09/12)


Fotos: Internet