sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lua Cheia

Levantamos voo. Mais uma vez ali estava eu, a olhar pela janela observando tudo se distanciar e ficar para trás. Só a Lua não ficou. Ela nos acompanhou por todo o percurso. Vez por outra brincava e corria sobre os rios ou lagoas. Em outros momentos iluminava flocos de algodão gigantescos, que cobriam tudo que havia lá em baixo. Sobrevoávamos montanhas intermináveis de algodão.
E a Lua "cheia" de alegria a contrariar os exageradamente românticos, que dizem que ela "é" dos namorados, deixando "claro" que não é de ninguém, mas que gosta de chamar atenção direcionando seu holofote para ser observada e apreciada por todos, principalmente por aqueles que têm sensibilidade.
Beatriz Napoleão (16/04/11)